
29 de ago · Cultura
A Quase Extinção do Comum - Helgis Torres Cristófaro
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Sobre o evento
A Quase Extinção do ComumOs saberes “Psi” podem recuperar a cooperação como valor e práticas sociais? É possível um equilíbrio entre o individual e o grupal/social?A declaração neste título é a rigor uma proposição diagnóstica que parte da observação das práticas sociais contemporâneas para tecer um conjunto de consideração teóricas que têm por núcleo principal o excessivo predomínio das prerrogativas individuais sobre as sociais.Em outras palavras, a categoria do indivíduo - como ente social, como conceito político e, sobretudo, como lugar do conhecimento - que surge gradualmente no renascimento florentino com a passagem da vida contemplativa para a vida ativa vai proporcionar um impressionante desenvolvimento do conhecimento humano sobre a natureza com frutos e implicações práticas que redefinem a relação da espécie humana com a vida e a morte.No entanto, nem todas as implicações do “progresso” científico e econômico estão isentas de contradições e riscos. O culto ao indivíduo foi sendo aprofundado ao logo dos séculos e se apresenta na atualidade como um bloqueio ao comum que atrofia a cooperação, a empatia e o desprendimento altruísta, entre outros sintomas que a rigor indica um viver restrito. Uma relevante contradição, portanto, está em que se vive mais em tempo contado e menos em vida vivida.Esse diagnóstico tem sido proposto por boa parte das reflexões nos campos dos saberes sobre o humano, nas ditas ciências humanas. Dentre esses saberes estão as teorias e práticas “Psi” - as Psi-cologias, a Psi-quiatria e as Psi-canálises - que a rigor buscam compreender e intervir sobre os indivíduos, daí as questões propostas acima sobre a relação entre o individual e o grupal.






