
18 de out · Cultura
A TEORIA DA PRÁXIS
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Sobre o evento
Docente: Prof. Dr. Giovanni Alves (UNESP)Mestre em Sociologia (1989-1991) e
Doutor em Ciências Sociais (1992-1997) pela Universidade Estadual de Campinas
(UNICAMP). Professor aposentado de sociologia da Faculdade de Filosofia e
Ciências da UNESP - Campus de Marília
(1996-2024), tendo sido bolsista-produtividade do CNPq (2008-2023). É
pós-doutor pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal)
em 2011; e pós-doutor pela Universidade Complutense de Madri (Espanha) em
2018-2019. É coordenador-geral da Rede de Estudos do Trabalho (RET) -
www.estudosdotrabalho.net. É autor de vários livros e artigos científicos na
área de estudos do trabalho, reestruturação produtiva, sociometabolismo da
barbárie, novas formas de subjetivação do trabalho, marxismo e crise estrutural
do capital. É editor-chefe do Projeto editorial Praxis
(www.projetoeditorialpraxis.net) e autor do blog Crítica do Capital
(www.criticadocapital.net).Apresentação do Curso
Concluímos com o curso livre A Teoria da
Práxis: Umschlagen e Aufhebung no Século XXI, a trajetória iniciada em
2024, com os cursos “Crítica da Economia Política & Metabolismo Social do
Capital” (em parceria com o Prof. Dr. Francisco Teixeira – URCA). Em 2025,
seguimos com o curso “O Metabolismo Social do Capital”; e por fim, em 2026,
oferecemos o curso “A Era do Capitalismo Quântico”. Com o curso A Teoria da Práxis: Umschlagen e Aufhebung no Século XXI, fechamos este ciclo de
reflexão sobre a crítica do capital numa perspectiva ontológica, iniciado em
2024.
O eixo teórico desta nova proposta de Curso encontra-se na distinção entre duas
modalidades da negatividade dialética: Umschlagen, compreendida como
interversão ou passagem de uma determinação em seu contrário, e Aufhebung,
entendida como negação, conservação e superação em uma nova forma histórica.
A oposição entre essas duas figuras da
negatividade permite recolocar um problema decisivo para a teoria social do
século XXI: por que as contradições do capital, mesmo quando se aprofundam,
não conduzem espontaneamente à sua superação? Ao contrário, muitas dessas
contradições são incorporadas, deslocadas ou convertidas em novas condições da
reprodução capitalista. Direitos transformam-se em mercadorias;
capacidades coletivas convertem-se em meios de valorização privada; tecnologias
que poderiam reduzir o tempo de trabalho intensificam a exploração, o
desemprego e a vigilância; recursos públicos destinados a conter crises
preservam patrimônios privados; e a negação momentânea do automatismo mercantil
torna-se o meio de sua restauração. A negatividade não desaparece, mas pode
assumir uma função conservadora. Em vez de produzir a superação, opera a
recomposição da forma social existente.
É nesse terreno que a categoria de Umschlagen,
recuperada por Ruy Fausto a partir da exposição marxiana de O capital,
adquire especial relevância. A interversão designa o movimento pelo qual uma
determinação, ao desenvolver-se e reproduzir-se, converte seus próprios
pressupostos em seus contrários. A liberdade jurídica transforma-se em
compulsão econômica; a igualdade formal reproduz a desigualdade social; a
propriedade fundada no trabalho próprio interverte-se em apropriação do
trabalho alheio; e a troca de equivalentes torna-se mediação da produção e
apropriação do mais-valor. Os pressupostos não são eliminados. Permanecem
formalmente reconhecidos, embora sejam materialmente negados.
O curso pretende ampliar essa problemática
para além de seu campo categorial originário, investigando as formas históricas
pelas quais a luta de classes, o Estado, as instituições, as ideologias e as
formações de compromisso participam dos processos de interversão. A práxis será
examinada como unidade contraditória entre pores teleológicos e causalidades
sociais, entre ação consciente e resultados não pretendidos, entre necessidade
histórica e contingência política. A sociedade é produzida pela atividade humana,
mas os resultados dessa atividade podem autonomizar-se diante de seus próprios
produtores e retornar sobre eles como forças estranhas, objetivas e
coercitivas.
Diante dessa causalidade social alienada, a
práxis emancipatória não pode ser concebida como simples voluntarismo
subjetivo, tampouco como execução automática de uma necessidade inscrita na
história. Ela exige a compreensão das determinações objetivas da forma social,
das possibilidades abertas pelas contradições e das mediações políticas
necessárias para transformar potencialidades em alternativas efetivas. O
problema central do curso será, portanto, compreender como a negatividade pode
deixar de operar predominantemente como Umschlagen — interversão que
recompõe o capital — e assumir o sentido de uma Aufhebung: negação
determinada capaz de conservar as capacidades produzidas pelo desenvolvimento
histórico, abolir sua forma alienada e reorganizá-las segundo finalidades
humanas conscientemente estabelecidas.
O módulo especial “Decifrando o Enigma da
Experiência Histórica Chinesa no Século XXI” aplicará esse quadro categorial à
análise de uma das experiências históricas mais complexas do presente. A
China será examinada como formação de compromisso socialista de mercado, na
qual coexistem direção política do Partido Comunista, propriedade pública dos
setores estratégicos, planejamento estatal, relações mercantis, trabalho
assalariado, capital privado e inserção no mercado mundial. A questão não
será resolvida mediante classificações antecipadas, mas investigada como
contradição aberta: em que medida a utilização do capital como instrumento do
desenvolvimento pode criar condições para ir além do capitalismo e em que
medida o meio pode interverter-se em finalidade, subordinando progressivamente
o projeto socialista aos imperativos da acumulação?
Justificativa
A necessidade de elaborar uma teoria da práxis
para o século XXI decorre da própria configuração histórica assumida pelo
capitalismo contemporâneo. A crise estrutural do capital não produziu, por si
mesma, a emergência de uma alternativa socialista. Ao contrário, as últimas
décadas demonstraram a extraordinária capacidade do sistema de deslocar suas
contradições, incorporar resistências, apropriar-se de conquistas sociais e
transformar suas próprias crises em oportunidades de recomposição.
A ampliação do crédito, o crescimento do
capital fictício, a financeirização, a intervenção permanente dos Estados, a apropriação
privada de fundos públicos, as novas tecnologias digitais, a inteligência
artificial e a gestão algorítmica do trabalho expressam uma socialização
crescente das capacidades produtivas. Essas mesmas capacidades, entretanto,
permanecem submetidas à propriedade privada, à rentabilidade e à valorização do
valor. A possibilidade material de diminuir o tempo de trabalho converte-se em
intensificação laboral e desemprego; a cooperação social torna-se propriedade
das plataformas; o conhecimento coletivo aparece como atributo do capital; o
planejamento, longe de desaparecer, é privatizado por grandes corporações
financeiras e tecnológicas.
Essa realidade exige uma teoria da práxis
capaz de apreender não apenas as possibilidades emancipatórias criadas pelo
desenvolvimento social, mas também os mecanismos por meio dos quais essas
possibilidades são intervertidas e subordinadas à reprodução do capital. Não
basta identificar contradições. É necessário compreender as formas de
negatividade que elas produzem, os sujeitos que disputam sua direção e as
mediações institucionais pelas quais uma crise pode resultar tanto em
recomposição conservadora quanto em transformação social. Por isso a
importância de uma reflexão crítica que este Curso se propõe a fazer.
Objetivo geral
Elaborar os fundamentos de uma teoria marxista
da práxis adequada às contradições do século XXI, articulando as contribuições
de Karl Marx, György Lukács, Antonio Gramsci, Ruy Fausto e István Mészáros à
análise das formas contemporâneas de interversão, recomposição do capital e
possibilidade de superação histórica, com especial atenção à condição
existencial de proletariedade e à experiência chinesa como formação socialista
de mercado.
Objetivos específicos
Reconstruir
o conceito de práxis em Marx, distinguindo-o do idealismo, do materialismo
contemplativo, do determinismo econômico e do voluntarismo político.
Examinar
a relação entre circunstâncias herdadas, ação consciente, causalidade
histórica, contingência e luta de classes.
Compreender
a contribuição de Lukács para uma ontologia da práxis fundada na relação
entre pores teleológicos e causalidades objetivas.
Analisar
a filosofia da práxis de Gramsci, destacando os conceitos de hegemonia,
catarse, bloco histórico, ideologia, intelectual orgânico e vontade
coletiva.
Desenvolver
a categoria de condição de proletariedade como base histórico-existencial
da práxis das classes trabalhadoras no capitalismo contemporâneo.
Investigar
a categoria de Umschlagen como interversão imanente dos
pressupostos da sociabilidade mercantil e como forma de negatividade capaz
de recompor a dominação do capital.
Diferenciar
Umschlagen e Aufhebung, examinando as relações entre
interversão, negação determinada, conservação, superação e transformação
histórica.
Examinar
criticamente a experiência chinesa como formação de compromisso socialista
de mercado, evitando tanto sua identificação imediata com o capitalismo
quanto sua caracterização automática como sociedade já situada para além
do capital.
Organização dos módulos com as respectivas
ementas:
Módulo 1 —
Por que elaborar uma Teoria da Práxis para o Século XXI?
O módulo introdutório apresentará os problemas
históricos que exigem a renovação da teoria marxista da práxis. Serão abordadas
a crise estrutural do capital, a financeirização, o hiperfetichismo, a
revolução tecnológica, a inteligência artificial, a crise ecológica, a
precarização do trabalho e a fragmentação das classes trabalhadoras. A
discussão mostrará por que a ampliação das contradições não conduz
necessariamente à transformação emancipatória e como o capital consegue
converter crises, resistências e conquistas sociais em novas condições de sua
reprodução.
A práxis será situada na relação entre
necessidade, possibilidade e contingência. O módulo discutirá a diferença entre
reconhecer tendências objetivas e atribuir à história um automatismo
teleológico. Também será examinada a tensão entre causalidade social e ação
consciente, destacando a necessidade de uma teoria que articule objetividade
das formas, luta de classes, ideologia, organização e projeto político.
Módulo 2 —
Práxis em Karl Marx
Este módulo reconstruirá a concepção marxiana
da práxis desde as Teses sobre Feuerbach até a crítica da economia
política. Será examinada a ruptura de Marx com o idealismo alemão, com o
materialismo contemplativo de Feuerbach e com as concepções abstratas da
essência humana. A práxis será apresentada como atividade sensível, histórica e
social mediante a qual os seres humanos transformam a natureza, produzem suas
relações e modificam a si mesmos. A análise de O 18 de brumário de Luís
Bonaparte permitirá discutir a dialética entre ação e circunstâncias
herdadas, enquanto a carta a Kugelmann contribuirá para pensar o papel do
acaso, da contingência e das personalidades na história. A crítica da economia
política mostrará, contudo, que a práxis social pode produzir resultados que se
autonomizam diante dos agentes. Mercadoria, dinheiro e capital constituem
formas objetivas resultantes da atividade humana, mas passam a impor suas
determinações aos próprios produtores. O módulo também examinará o significado
ontológico da passagem do ato singular ao processo de reprodução em O
capital. Quando a troca entre capitalista e trabalhador deixa de ser
considerada como transação isolada e passa a ser analisada como processo
reiterado, liberdade, igualdade, troca de equivalentes e propriedade fundada no
trabalho intervertem-se em compulsão econômica, desigualdade de classe,
apropriação de mais-valor e propriedade fundada no trabalho alheio.
Módulo 3 —
Práxis em György Lukács
A contribuição de Lukács será estudada a
partir da Ontologia do ser social e dos Prolegômenos para uma
ontologia do ser social. O trabalho será apresentado como modelo ontológico
originário da práxis, pois nele se encontra a unidade entre finalidade
conscientemente posta e mobilização de cadeias causais objetivas. O resultado
somente pode ser produzido se o sujeito reconhecer as propriedades do objeto e
atuar segundo suas determinações reais. A vida social, entretanto, não pode ser
reduzida ao modelo simples do trabalho. Os pores teleológicos secundários
orientam-se para a consciência e a conduta de outros sujeitos, introduzindo
conflitos, alternativas, ideologias e resultados imprevisíveis. A sociedade
emerge como complexo de complexos, produzido pela interação entre inúmeros atos
conscientes, mas irredutível às intenções particulares. O módulo discutirá
ainda as categorias de objetivação, exteriorização, estranhamento, genericidade
em si, genericidade para si e personalidade. A práxis emancipatória será compreendida
como possibilidade de apropriação consciente das capacidades humanas
socialmente produzidas, superando as formas de estranhamento que bloqueiam o
desenvolvimento da individualidade e do gênero humano.
Módulo 4 —
Práxis em Antonio Gramsci
O módulo examinará por que Gramsci denominou o
marxismo de filosofia da práxis. A expressão não será tratada como mero
expediente linguístico destinado a escapar da censura, mas como indicação de
uma concepção original da unidade entre filosofia, história e política. A
filosofia da práxis afirma que todos os seres humanos participam de
determinadas concepções de mundo, embora nem sempre possuam consciência crítica
e sistemática delas. Serão analisados os conceitos de hegemonia, ideologia,
senso comum, bom senso, ideologia, bloco histórico, intelectual orgânico,
partido político, relações de força, catarse e vontade coletiva. A
transformação social exige a passagem de uma consciência fragmentária e
corporativa para uma compreensão coerente das relações sociais. Essa passagem
corresponde ao momento da catarse: o movimento pelo qual interesses
econômico-corporativos podem ser elevados ao plano ético-político. A práxis
revolucionária aparecerá como construção de hegemonia, reforma intelectual e
moral e formação de sujeitos coletivos. O módulo discutirá também os conceitos
de guerra de posição, revolução passiva e transformismo, fundamentais para
compreender como a ordem capitalista incorpora demandas subalternas, neutraliza
antagonismos e reorganiza sua dominação.
Módulo 5 —
Práxis e Condição Existencial de Proletariedade
Este módulo desenvolverá a condição de
proletariedade como fundamento histórico e existencial da práxis das classes
trabalhadoras. A proletariedade não será definida exclusivamente pela inserção
contratual no trabalho assalariado, mas pela separação entre os indivíduos e as
condições objetivas de realização de suas capacidades. Trata-se de uma condição
na qual os sujeitos dependem, para reproduzir sua existência, de estruturas
econômicas e institucionais que não controlam. A condição de proletariedade
manifesta-se na insegurança social, na precariedade, no endividamento, na
disponibilidade permanente para o trabalho, na submissão da vida às
temporalidades empresariais e na experiência cotidiana de impotência diante das
abstrações econômicas. Isto compõe os atributos existenciais da proletariedade.
Sua dimensão existencial não substitui a determinação de classe. Procura
apreender como essa determinação é vivida no corpo, na subjetividade, na
temporalidade e nas relações sociais. O módulo investigará a contradição entre
a ampliação objetiva da cooperação social e a fragmentação subjetiva dos
trabalhadores. Serão examinados os obstáculos que dificultam a passagem da
proletariedade em si para formas de consciência e organização capazes de
constituir uma práxis coletiva. A discussão envolverá individualismo,
concorrência, medo, ressentimento, sofrimento psíquico, manipulação ideológica
e captura digital da subjetividade.
Módulo 6 —
Práxis: Umschlagen e Aufhebung
Este módulo constitui o núcleo categorial do
curso. A partir de Ruy Fausto, será analisada a categoria de Umschlagen,
compreendida como interversão ou passagem imanente de uma determinação em seu
contrário. A atenção recairá sobre o capítulo 22 do Livro I de O capital,
no qual Marx mostra como as leis da propriedade mercantil se intervertem em
leis da apropriação capitalista. A liberdade conserva-se juridicamente, mas
converte-se em compulsão econômica; a igualdade formal permanece, mas reproduz
a desigualdade de classe; a troca de equivalentes torna-se forma aparente da
apropriação de trabalho não pago. A interversão será distinguida de Verkehrung,
a inversão objetiva característica do fetichismo, e de Aufhebung, a
negação determinada que conserva e supera. Enquanto a interversão pode
reproduzir a forma existente incorporando sua própria negatividade, a superação
implica reorganizar em outro nível aquilo que foi historicamente produzido. Essa
distinção será aplicada às formas contemporâneas de recomposição do capital. O
crédito, o capital fictício, o Estado, a dívida pública, os direitos sociais e
o planejamento podem suspender ou negar parcialmente os critérios imediatos do
mercado. Sob a hegemonia do capital, porém, essas formas do antivalor são
frequentemente mobilizadas para preservar a valorização. O módulo discutirá as
condições sob as quais a negatividade pode deixar de alimentar uma nova
interversão conservadora e assumir o sentido de uma práxis transformadora.
Módulo
especial — Decifrando o Enigma da Experiência Histórica Chinesa no Século XXI
O módulo especial abordará a China como
problema teórico e histórico da transição socialista. A análise partirá da
distinção proposta por István Mészáros entre capital e capitalismo. É possível
ultrapassar determinadas formas do capitalismo privado sem superar
integralmente o sistema sociometabólico do capital, sobretudo quando permanecem
a extração hierárquica do trabalho excedente, a separação dos produtores das
decisões e o imperativo da acumulação. A formação chinesa articula direção
política do Partido Comunista, planejamento estatal, propriedade pública dos
setores estratégicos, sistema financeiro controlado pelo Estado, relações
mercantis, trabalho assalariado, capital privado e integração ao mercado
mundial. Essa combinação não será tratada como simples economia mista, mas como
formação de compromisso atravessada por princípios reguladores conflitantes. De
um lado, o mercado e o capital podem ser utilizados como instrumentos de
industrialização, desenvolvimento tecnológico, construção de infraestrutura e
fortalecimento da soberania nacional. De outro, a expansão das relações
mercantis produz interesses, subjetividades e forças sociais que pressionam
pela autonomização do capital. O meio pode interverter-se em finalidade. O
módulo investigará se o Estado chinês utiliza crédito, planejamento e
propriedade pública apenas para assegurar uma acumulação mais eficiente ou se
essas mediações criam condições para reduzir progressivamente a soberania da
forma-valor. Serão considerados critérios como o destino do excedente, a
extensão da desmercantilização, o controle político do sistema financeiro, a
posição do trabalho, a redução ou intensificação da jornada, a participação dos
produtores nas decisões e a subordinação efetiva do capital privado. A
experiência chinesa será compreendida como processo aberto. Seu enigma não pode
ser decifrado por adesão apologética nem pela aplicação mecânica das categorias
do capitalismo ocidental. A questão fundamental é saber se a direção política
conseguirá transformar as capacidades produtivas desenvolvidas sob formas
mercantis em bases materiais de uma sociabilidade para além do capital ou se
será progressivamente intervertida em momento político da própria acumulação.
Metodologia de Trabalho
O curso será desenvolvido por meio de Aulas
escritas – Textos a serem disponibilizados previamente aos alunos - e Aulas
expositivas no ambiente virtual das sala de aula do Google Meeet.
O Curso ocorrerá quinzenalmente, aos
domingos – das 19 às 21 horas.
Cada aluno deve receber um Certificado de
Participação do Curso equivalente a 14 horas-aula e um exemplar em e-book pdf
do livro ALVES, Giovanni. A condição de proletariedade: Praxis e
Trabalho Vivo no Século XXI. 2ª. edição revista e ampliada. Marília: Projeto
editorial Práxis 2026.
Público-alvo
O curso destina-se a estudantes, professores,
pesquisadores, sindicalistas, militantes sociais, profissionais das ciências
humanas e demais interessados em marxismo, filosofia, teoria social, crítica da
economia política, trabalho, política e experiências históricas de transição
socialista. Não é exigida formação acadêmica específica, embora seja
recomendável alguma familiaridade com conceitos fundamentais do pensamento
marxista.
Bibliografia básica
ALVES, Giovanni. A condição de
proletariedade: Praxis e Trabalho Vivo no Século XXI. 2ª. edição
revista e ampliada. Marília: Projeto editorial Práxis 2026.
ALVES, Giovanni. A categoria de
interversão: Praxis e dialética no século XXI. Marília: Projeto editorial
Práxis 2026.
ALVES, Giovanni. Praxis e Estranhamento em
Gyorgy Lukács: Uma Introdução. Apresentação de Matheus Fernandes de Castro. Marília:
Projeto editorial Práxis 2026.
FAUSTO, Ruy. Marx: lógica e política:
investigações para uma reconstituição do sentido da dialética. Tomo I. São
Paulo: Brasiliense, 1983.
FAUSTO, Ruy. Marx: lógica e política:
investigações para uma reconstituição do sentido da dialética. Tomo III.
São Paulo: Editora 34, 2002.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere.
v. 1: Introdução ao estudo da filosofia; a filosofia de Benedetto Croce.
Tradução de Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
1999.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere.
v. 3: Maquiavel: notas sobre o Estado e a política. Tradução de Carlos Nelson
Coutinho, Luiz Sérgio Henriques e Marco Aurélio Nogueira. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2000.
LUKÁCS, György. Para uma ontologia do ser
social I. Tradução de Carlos Nelson Coutinho, Mario Duayer e Nélio
Schneider. São Paulo: Boitempo, 2012.
LUKÁCS, György. Para uma ontologia do ser
social II. Tradução de Nélio Schneider, Ivo Tonet e Ronaldo Vielmi Fortes.
São Paulo: Boitempo, 2013.
MARX, Karl. Grundrisse: manuscritos
econômicos de 1857-1858: esboços da crítica da economia política. Tradução
de Mario Duayer e Nélio Schneider. São Paulo: Boitempo; Rio de Janeiro: Editora
UFRJ, 2011.
MARX, Karl. O 18 de brumário de Luís
Bonaparte. Tradução de Nélio Schneider. São Paulo: Boitempo, 2011.
MARX, Karl. O capital: crítica da economia
política. Livro I: O processo de produção do capital. Tradução de Rubens
Enderle. São Paulo: Boitempo, 2013.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia
alemã: crítica da mais recente filosofia alemã em seus representantes
Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão em seus diferentes
profetas. Tradução de Rubens Enderle, Nélio Schneider e Luciano Cavini
Martorano. São Paulo: Boitempo, 2007.
MÉSZÁROS, István. O desafio e o fardo do
tempo histórico: o socialismo no século XXI. Tradução de Ana Cotrim e Vera
Cotrim. São Paulo: Boitempo, 2007.
MÉSZÁROS, István. Para além do capital:
rumo a uma teoria da transição. Tradução de Paulo Cezar Castanheira e
Sérgio Lessa. São Paulo: Boitempo, 2002.
LUKÁCS, György. História e consciência de
classe: estudos sobre a dialética marxista. Tradução de Rodnei Nascimento.
São Paulo: Martins Fontes, 2003.
LUKÁCS, György. Prolegômenos para uma
ontologia do ser social: questões de princípios para uma ontologia hoje tornada
possível. Tradução de Lya Luft e Rodnei Nascimento. São Paulo: Boitempo,
2010.
JABBOUR, Elias; BOER, Roland. Poder e
Socialismo: Governança, Classes, Ciência e Projetamento na China. São
Paulo: Boitempo, 2026.CRONOGRAMA DE
TRABALHODia 18/10 – Módulo
1Dia 01/11 – Módulo
2Dia 15/11 – Módulo
3Dia 29/11 – Módulo
4Dia 13/12 – Módulo
5Dia 20/12 – Módulo
6
O Módulo Especial
será numa data a ser acertado com os alunos.







