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31 de out · Teatro

Aterballetto no MAM: MicroDanze. Além dos limites do palco

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A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 0,00.

Sobre o evento

MicroDanze é uma das propostas mais interessantes do Centro Coreografico Nazionale / Aterballetto pela maneira como questiona as convenções da dança cênica. O formato breve concentra a ação em poucos elementos, enquanto a proximidade entre os bailarinos e o público revela detalhes do movimento que, vistos da distância habitual de um palco, muitas vezes passam despercebidos.O projeto chega ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro por meio do Italia Danza, iniciativa do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália, realizada em parceria com o Centro Coreografico Nazionale / Aterballetto e com a colaboração do Istituto Italiano di Cultura do Rio de Janeiro. A apresentação integra a primeira turnê sul-americana do projeto, que já passou por instituições culturais e locais de importância histórica em diferentes países. Serão três sessões, cada uma com as quatro coreografias apresentadas em sequência, formando um percurso por diferentes linguagens e sensibilidades artísticas.Em Eppur si Muove, Francesca Lattuada coloca uma figura solitária sobre um barril. A posição elevada ressalta a dimensão plástica do movimento. Ao som do Allegretto da Sétima Sinfonia de Beethoven, o bailarino veste um figurino criado por Bruno Fatalot. Música e movimento compõem uma imagem que oscila entre a dança e o ritual.Em Dira Libido 2.0, Giovanni Leonarduzzi parte do dueto para investigar as dinâmicas do desejo. A relação entre os intérpretes se desenvolve em meio a tensões e constantes mudanças de equilíbrio. A experiência do coreógrafo no diálogo entre o breakdance e a dança contemporânea ganha aqui uma dimensão dramatúrgica, na qual o confronto físico assume o papel central da narrativa.Terra Piccola, de Antonella Bertoni, aborda a questão dos limites por meio de uma coreografia marcada pela alternância entre impulsos e interrupções. O movimento traduz a condição de um corpo que precisa lidar com fronteiras físicas e simbólicas. A força da obra está justamente na relação entre a restrição imposta ao corpo e sua necessidade de expressão.Já em Soft P., Diego Tortelli investiga as possibilidades da proximidade. O dueto se desenvolve por meio de gestos nos quais a sensualidade nasce da relação entre os dois bailarinos e da consciência de estarem sendo observados. A curta distância permite perceber uma vulnerabilidade compartilhada que percorre toda a coreografia.A apresentação dessas quatro obras no MAM evidencia a diversidade do repertório e a capacidade da dança de estabelecer um diálogo com a arquitetura do museu. O interesse da proposta está na precisão com que cada criação afirma sua identidade, mesmo dentro de um formato reduzido. Com Italia Danza, o Rio de Janeiro recebe um projeto em que a pesquisa coreográfica encontra uma expressão direta, capaz de preservar toda a complexidade do movimento em poucos minutos.

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