
12 de set · Shows
Atrizes e Danço Para Minha Mãe (ONLINE - Ao Vivo) - 12/09
Comprar · R$ 15,00
A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 15,00.
Sobre o evento
Nos dias 11 e 12 de setembro, às 19h e 17h respectivamente, a dupla de atrizes Cristina Leifer e Christiane Spínola Veigga, apresenta no Teatro Gamboa a peça “Atrizes & Danço Para Minha Mãe”. Para estas apresentações a peça contará com uma convidada especial, a atriz Dionne Barreto. Ela será uma surpresa nesta obra teatral que vêm sendo escrita e produzida desde 2022. Quebrando a quarta parede, a linha invisível que separa o palco da plateia, a proposta é um convite para uma interlocução espontânea com o público sobre o absurdo da existência humana. “Se nossas obras artísticas são espelhos da humanidade, queremos saber o que estamos refletindo”, provoca Cristina Leifer, autora do projeto.Para ela a inspiração desse trabalho nasceu do luto vivido após a perda da mãe no início da pandemia. Durante o confinamento, Cristina conviveu com a memória da sua mãe em estado vegetativo e do seu convívio com ela em uma clínica de cuidados paliativos. Assim, em 2022, começou a escrever “Danço para minha mãe”. Nessa peça Cristina conversa de forma descontraída com o público e traduz em poesia a experiência vivida com a sua mãe!Em 2023, Cristina se encontra “por acaso” com Christiane Spínola Veigga, que conta do diagnóstico de câncer em plena pandemia. Desse reencontro, nasce o desejo de escrever mais um texto para teatro – “Atrizes” – a partir das duas experiências vividas durante a quarentena e o que daquele tempo reverbera até hoje. “Desde então, estamos vivendo o processo de escrita de duas dramaturgias que envolvem a elaboração de nossos afetos e seus efeitos. Diante de todo o caos, as nossas dores não se encontraram. Nós nos encontramos além da dor. Nos encontramos no fluir da correnteza de um rio quando já estávamos no processo de ressignificação da dor. Já podíamos rir dela e fazer teatro a partir dela”, reflete Cris Leifer.Em “Atrizes”, as duas tentam ensaiar uma peça sobre suas experiências vividas na pandemia, um luto e um diagnóstico de câncer e se questionam sobre a frágil distinção entre ficção e realidade e o absurdo nonsense das catástrofes pessoais e coletivas. Seguir fazendo arte com humor, apesar de tudo, foi um dos fatores que uniu ainda mais as duas artistas. Quando Christiane Spínola Veigga recebeu outro diagnóstico de câncer em 2023, estabeleceu um novo diálogo sobre o momento desafiador e se fez a seguinte pergunta: como continuar com a vida? “Para Aristóteles “Arte” é “teckné” em grego, “fazer”, “elaborar”, “produzir”. Assim, como duas artesãs, buscamos elaborar e produzir com a dor e o humor. E o teatro é o nosso guia que nos apoia nessa busca”, define Cristina Leifer.As atrizes conseguiram, com muita criatividade e determinação, fazer um experimento cênico com as dramaturgias escritas. “A vida e a arte são amálgamas. E quando começamos a criar inevitavelmente elaboramos o que nos inquieta, o que nos afeta na vida. O palco para mim é o reflexo da humanidade. Nossas obras são espelhos da humanidade em toda a sua dimensão, tanto para o bem quanto para o mal. E a partir desse reflexo o público, cada um por si, encontra aquilo que lhe afeta nesse espelho”, adianta Leifer.Esta proposta cênica é fruto de um processo de criação que exige muita coragem e ousadia e é apresentada como uma obra aberta, como a vida. O motivo? O texto não tem ponto final. Brota de uma construção conjunta com o público. “Abrir esse espaço de interlocução com o público no meio de uma cena, por exemplo, é um ato de amor e muita vulnerabilidade. Estamos abertas para esse encontro”, convida Leifer. SINOPSEDuas atrizes no palco de um teatro tentam montar uma peça sobre suas experiências na pandemia e acabam encontrando, no caminho dos seus afetos, muito humor, reflexão e a compreensão do absurdo de suas existências.





