
28 de ago
AUTODescrição - Tudo o que eu não vejo
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Sobre o evento
Espetáculo AUTODescrição – Tudo o que eu não vejoEm um mundo bombardeado por imagens e pela manipulação constante da verdade, o que acontece quando não podemos mais confiar naquilo que vemos? Em seu novo espetáculo de Teatro de Testemunho, a Cia. Reverbo mergulha nas tensões da percepção contemporânea. A partir de relatos reais de pessoas com deficiência visual, a obra investiga as fraturas invisíveis e os pontos cegos nos conflitos humanos. Ao tensionar a relação entre o visível e o oculto, a montagem subverte o uso da audiodescrição, transformando o recurso de acessibilidade no motor poético e dramatúrgico da cena. O resultado é uma experiência cênica que nos desafia a confrontar tudo aquilo que, por conveniência, escolhemos não enxergar.Duração do espetáculo: 90 minutosClassificação etária: 12 anosFicha TécnicaProdução: Cia. Reverbo e Mil Palavras Acessibilidade CulturalDireção e dramaturgia: Clóvis Massa Elenco: Letícia Schwartz, Rafael Braz, Rodrigo Teixeira Dramaturgismo: Clóvis Massa, Letícia Schwartz, Rafael Braz, Rodrigo Teixeira Cenografia: Rodrigo ShalakoDesenho de Luz: Bathista Freire Figurino: Thais Diedrich e Renan VilasTrilha Sonora: Beto ChedidVideografia: Ricardo VivianContrarregragem: Beatriz Sandoval e Fernanda DoncattoProdutores Executivos: Beatriz Sandoval e Rodrigo TeixeiraFotos de divulgação: Julio AppelDesign e identidade visual: Vergilio LopesTeasers: Cia. Reverbo e Rodrigo TeixeiraAudiodescrição: Mil Palavras Acessibilidade CulturalAssessoria de Imprensa: SM Abreu Comunicação e Gestão CulturalFinanciamento: Ação cultural realizada com recursos da Lei Aldir Blanc através do Município de Porto Alegre.Projeto selecionado pelo Edital de Ocupação do Teatro Bruno Kiefer.O EspetáculoA segunda temporada da nova montagem da Cia. Reverbo - contemplada no edital de ocupação dos Teatro da Casa de Cultura Mario Quintana (2026) - tensiona os limites da percepção em um mundo cada vez mais saturado de imagens, aparências e desinformação, fazendo uso da audiodescrição como potente recurso dramatúrgico. Com direção e dramaturgia de Clóvis Massa, e tendo Letícia Schwartz, Rafael Braz e Rodrigo Teixeira em cena, o espetáculo propõe uma experiência cênica que nos desafia a confrontar tudo aquilo que, por conveniência, escolhemos não enxergar. O ponto cego das coisas é tensionado, levando o público a questionar suas próprias percepções.A Estética: Cenário, Luz e FigurinoNo palco, o principal elemento cênico é uma cabine estilizada, uma estrutura modular criada pelo cenógrafo Rodrigo Shalako, que estabelece o espaço de isolamento característico da audiodescrição. O desdobramento dos módulos permite que assumam, também, múltiplas funções dramáticas ao evocar diversos ambientes distintos, retornando, sempre que necessário, à configuração de cabine do espetáculo, o espaço onde a imagem se transforma em palavra.Essa perspectiva se aplica igualmente à iluminação criada por Bathista Freire, que não apenas dá a ver, mas lida com o ofuscamento e a penumbra, simulando a fisiologia da visão (e a falta dela) no brilho que cega, na sombra que esconde e no vulto que resta.O figurino de Thais Diedrich e Renan Vilas dialoga diretamente com o cenário e a luz: como o elenco se reveza continuamente entre narrar e atuar, a base dos trajes é unificada, confeccionada em alfaiataria contemporânea desconstruída. Os tecidos texturizados carregam para a cena um forte potencial tátil. A caracterização de diferentes personagens e situações ocorre por meio de acessórios-signo e sobreposições pontuais, como óculos escuros, bengalas ou mesmo objetos que remetem ao universo tecnológico que manipula a percepção das pessoas.A Dramaturgia e a PesquisaA produção lida com a abordagem de Dramaturgia de Testemunho investigada pelo diretor Clóvis Massa, por meio de pesquisa de campo iniciada na produção anterior do grupo, Raiz Amarga – Por que esta noite é diferente de todas as outras? - premiada em cinco categorias no Prêmio Açorianos de Teatro Adulto em 2024.O dramaturgismo foi fundamental no processo do AUTODescrição. Segundo Massa, “só chegamos aonde chegamos porque o grupo é formado por integrantes que trabalham continuamente com audiodescrição e têm algum tipo de vivência com pessoas com deficiência visual.” As pessoas entrevistadas contaram suas histórias pessoais e profissionais, fornecendo um espectro de possibilidades temáticas. “Mas a peça não transpõe de maneira direta as situações contadas por eles. Como dramaturgo, optei por fundir narrativas para criar personagens. Na peça há tanto testemunho como ficção.” Esse procedimento garante que as histórias possam ser universais, pois o que está em questão não é a visão ou sua falta, e sim o ponto cego das coisas, o que qualquer um de nós não consegue ou não quer ver.Segundo Letícia Schwartz, “não são os personagens, necessariamente, que se autodescrevem, é o próprio espetáculo que se autodescreve. A audiodescrição não tem a pretensão de ser efetivamente um recurso de acessibilidade, ainda que esse tenha sido o ponto de partida.”A Trajetória do GrupoO projeto consolida a parceria artística entre Clóvis Massa, professor titular do Departamento de Arte Dramática e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRGS, com os integrantes da Mil Palavras Acessibilidade Cultural. A parceria com a atriz e audiodescritora Letícia Schwartz teve início em 2020, com o audiodrama Desmemórias, criação sonora que utilizou trechos da entrevista concedida em 1997 pela avó da atriz à USC Shoah Foundation, construindo uma narrativa sobre trauma e testemunho.Em 2023, a colaboração deu origem ao espetáculo teatral Raiz Amarga – Por que esta noite é diferente de todas as outras?, em que se fundiram memórias autobiográficas de Letícia ao ritual do Pessach judaico. Na encenação imersiva, que contou com a atriz Arlete Cunha, o espetáculo foi amplamente reconhecido pela crítica, sendo vencedor em 2023 de cinco categorias do Prêmio Açorianos de Teatro (Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Atriz para Letícia Schwartz, Melhor Dramaturgia e Melhor Cenografia).Em 2026, AUTODescrição – Tudo o que eu não vejo aprofunda o diálogo entre criação cênica, testemunho, memória e escuta, ao reafirmar o compromisso do grupo, denominado agora oficialmente Cia. Reverbo.AcessibilidadeA apresentação do dia 29 de agosto de 2026 oferece audiodescrição através da Mil Palavras Acessibilidade Cultural e Libras através da Para TodosSERVIÇO:Onde: Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico)Quando: De 28 a 30 de agosto de 2026Horários das apresentações: 28/08 às 19h29/08 às 19h (com Libras e audiodescrição)30/08 às 18hAbertura da Casa: 30 minutos antes de cada apresentação.Classificação: 12 anos. Menores de 15 anos acompanhados por responsável legal.Crianças até 24 meses não pagam entrada e ficam no colo dos responsáveis durante a apresentação. A partir de 02 anos e 1 dia, a criança paga meia-entrada mediante apresentação da carteira de identidade ou certidão de nascimento.INGRESSOS: **O acesso à plateia será por ORDEM DE CHEGADA. Meia entrada* (desconto de 50%): R$ 25Inteira: R$ 50*Para utilizar o benefício da meia-entrada, é obrigatória a apresentação de documento comprobatório válido no momento do acesso ao evento. A ausência da documentação poderá resultar na perda do direito ao benefício, sendo necessário o pagamento da diferença para o valor do ingresso inteiro, conforme as regras aplicáveis.Demais descontos:* 50% para idosos: Lei Federal 10.741/03 – obrigatória apresentação de identidade ou documento oficial com foto.* 50% para jovens pertencentes a famílias de baixa renda: Lei Federal 12.933/13 – obrigatória apresentação da Carteira de Identidade Jovem e de documento oficial com foto.* 50% para pessoas com deficiência (e acompanhante quando necessário): Lei Federal 12.933/13 – obrigatória apresentação do Cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da Pessoa com Deficiência ou de documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).* 50% para doadores regulares de sangue: Lei Estadual n° 13.891/12 – obrigatória apresentação de documento oficial válido e expedido pelos hemocentros/bancos de sangue.Projeto realizado com financiamento do Edital de Chamamento Público nº 005/2024 – PNAB POA – Fomento 2024, por meio do Processo nº 24.0.000125166-20.




