
14 de out · Negócios e Carreira
Cerne · Imersão de Gestão: Uma empresa real na mesa, um dia inteiro
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Sobre o evento
Uma imersão de um dia em que gestores destrincham uma empresa real — do sintoma à causa, e da causa a um plano que sai pronto para executar.
Quarta-feira, 14 de outubro · 8h às 18h · Área de eventos do Restaurante Já Vai Li, Montes Claros — MG
De 25 a 30 gestores na mesma sala. Café da manhã, almoço e café da tarde no local.
Uma empresa real na mesa
Não ensinamos gestão em abstrato. A imersão parte de uma empresa concreta, convidada, representada por alguém que enxerga o negócio inteiro e conhece a operação de perto — o suficiente para responder o que a turma perguntar e corrigir o que a turma supuser.
Ninguém precisa trazer a própria empresa. O caminho que a turma percorre nela é o que serve para a sua: muda o caso, não o método.
O que é dito na sala fica na sala.
O dia, etapa por etapa
Nenhuma etapa começa por aula. Cada uma começa com uma pergunta e termina com algo definido na mesa.
Etapa 1 · Levantamento — onde dói mais? A turma ouve quem representa a empresa, desenha como ela funciona hoje de ponta a ponta, separa o que é trabalho do que é espera e escolhe, com critério, o problema em que vale gastar o resto do dia. Sai da mesa: um mapa e um problema escolhido.
Etapa 2 · O problema certo — é isso mesmo que precisa ser resolvido? Aprofundamos na raiz, tratamos cada causa como hipótese até ter evidência, colocamos número na dor — em horas e em reais — e escrevemos o problema em uma frase, sem solução escondida dentro. Sai da mesa: o problema, redefinido e escrito.
Etapa 3 · A solução a testar — o que vale testar primeiro? Várias soluções na mesa antes de escolher uma, inclusive as que não custam nada. Cada uma vira hipótese. O que comprar pronto, o que construir e o que só ajustar no que a empresa já tem. Sai da mesa: uma solução desenhada como teste, com a hipótese escrita.
Etapa 4 · O roadmap — como saber se funcionou, e quando parar? Os testes em ordem, começando pelo que mais ensina. Indicadores que mostram o ganho e protegem o que não pode piorar. Como medir antes de mudar, mesmo sem sistema. Sai da mesa: o roadmap, com indicador, critério de parada, data de revisão e responsável.
Fechamento. Dizemos em voz alta o que o dia comprimiu. Na vida real, definir o problema certo se faz com quem conhece a operação, não com uma pessoa só. O método é o mesmo; o tempo, não.
Às 18h, o plano fica com a empresa. O caminho vai com você.
Primeiro se faz. Depois se dá nome.
Nenhuma etapa começa pela teoria. Começa por um exercício sobre a empresa da mesa; a teoria chega depois, para nomear o que o grupo acabou de viver. A prática ancora; a teoria nomeia.
Ferramentas e referências de gestão e de produto entram a serviço do caso, não o contrário. Alguns conceitos que atravessam o dia têm nome e autor — contamos no fim de cada etapa, quando o grupo já fez.
Ensinar assim dá mais trabalho, para nós e para a turma. É desenhado para que você saia capaz de refazer o caminho na sua empresa sem precisar de nós depois. Você leva material de apoio para isso.
Para quem gere a operação no dia a dia
Não pede formação em produto nem em tecnologia. Pede uma operação sob sua responsabilidade e disposição para destrinchar a de outra empresa.
Quem responde pela operação de um setor ou de uma empresa inteira.
Quem responde por uma equipe e pelo resultado dela — atendimento, produção, administrativo, financeiro, comercial.
Quem precisa decidir com critério e executar com um plano, sem levar tudo para quem está acima.
Quem já resolveu o mesmo problema mais de uma vez — e ele voltou.
Quem conduz
A Imersão é um formato do Cerne. O conteúdo e a condução são de João Tupinambá; o comercial, as parcerias e a operação de cada turma, de Phellipe Cezar.
João Tupinambá: sou diretor de operações da Contrei, empresa de medicina e segurança do trabalho de 29 anos. Foi lá que implantei o ERP do zero, integrei saúde ocupacional, financeiro e atendimento numa base única e cortei pela metade o tempo dos processos. Hoje conduzo os projetos de automação da operação: rotinas que levavam três ou quatro dias passaram a levar meia hora.
Antes disso, liderei equipes de produto no QuintoAndar e na Company Hero. No QuintoAndar, na análise de documentos que antecede a venda de um imóvel, o trabalho manual caiu de 20% para 7% do volume, o prazo entre contrato assinado e resposta final caiu pela metade e os cancelamentos por análise caíram 30%, sem aumentar o risco. Na Company Hero, criei a área de produto do zero e redesenhei o fluxo de cobrança e mensalidades.
Sou facilitador formado pela Fundação Estudar, e é de lá que vem a ordem do dia: primeiro o exercício, depois a teoria.
Ciência da Computação (UFOP)
MBA em Gestão Empresarial (USP)
Gestão e Liderança de Produtos de IA (Tera)
Facilitador formado pela Fundação Estudar
O que está incluído
Um dia inteiro de trabalho, das 8h às 18h, com a empresa convidada na mesa.
Café da manhã, almoço e café da tarde no próprio local.
Material de apoio para refazer o caminho na sua empresa.
Turma de 25 a 30 gestores. Quando há mais procura, abrimos outra turma em data próxima — o tamanho não cresce.
Perguntas diretas
Preciso levar um caso da minha empresa? Não. A empresa da mesa é a convidada. O que você leva para casa é o caminho, e ele serve para a sua.
Preciso entender de tecnologia ou de gestão de produto? Não. Precisa gerir uma operação. Tecnologia aparece como ferramenta quando o caso pede.
Vou sair com um plano para a minha empresa? Não, e é proposital. Você sai com o plano da empresa convidada, o caminho inteiro para refazer na sua e material de apoio para isso.
Qual é o tamanho da turma? De 25 a 30 gestores, trabalhando juntos.
As refeições estão incluídas? Sim. Café da manhã, almoço e café da tarde, no próprio local.
Onde é? Na área de eventos do Restaurante Já Vai Li, em Montes Claros — MG.
Resolver pela raiz, ganhar na margem.
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