
22 de out · Cursos e Palestras
Como incorporar a perspectiva de gênero à prática clínica
Comprar · a partir de R$ 180,00
A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 180,00.
Sobre o evento
Avaliação, formulação de caso e intervenção com mulheres na clínica analítico-comportamentalMinistrado por: Me. Larissa Cristina da Silva Portela.ObjetivoCapacitar psicólogas(os) a incorporar a perspectiva de gênero ao raciocínio clínico de forma prática, transformando conhecimentos sobre gênero e socialização de mulheres em elementos concretos para a avaliação, a formulação de caso e a tomada de decisão clínica.Ao longo do minicurso, as(os) participantes aprenderão a:identificar como contingências relacionadas a gênero podem participar da construção e da manutenção dos repertórios apresentados por mulheres na clínica;investigar essas variáveis durante a avaliação clínica, formulando perguntas que ampliem a compreensão da história de aprendizagem e do contexto atual da cliente;incorporar práticas culturais, regras e contingências sociais à análise funcional sem reduzir o sofrimento da cliente a explicações genéricas sobre gênero;reconhecer quando dificuldades apresentadas como problemas individuais podem estar relacionadas também às condições sociais e relacionais nas quais a cliente está inserida;construir formulações de caso que articulem história de aprendizagem, contingências atuais e contexto sociocultural;analisar como a inclusão da perspectiva de gênero modifica objetivos terapêuticos e escolhas de intervenção;planejar intervenções voltadas tanto à ampliação de repertórios individuais quanto à identificação e modificação de contingências ambientais relevantes;utilizar a relação terapêutica de maneira sensível às contingências de gênero, evitando reproduzir na própria terapia expectativas normativas sobre como uma mulher deveria sentir, escolher ou viver.Ao final, espera-se que as(os) participantes sejam capazes de utilizar a perspectiva de gênero não apenas como referencial teórico, mas como uma ferramenta para avaliar, formular casos e tomar decisões clínicas diante de situações concretas da prática com mulheres.Conteúdo programáticoEncontro 1 — Da queixa à formulação: como enxergar gênero no caso clínico (3h)Perspectiva de gênero como ferramenta de análise clínica: o que muda quando gênero entra na compreensão do caso.Do contexto sociocultural às contingências: como traduzir fenômenos sociais em variáveis relevantes para a análise do comportamento individual.Socialização de gênero e construção de repertórios: aprendizagem, reforçamento, punição, modelação e controle social na história de mulheres.Onde procurar gênero na avaliação clínica: história de aprendizagem, relações afetivas, trabalho, cuidado, maternidade, corpo, sexualidade, autonomia, limites, culpa, autocobrança e redes de apoio.Como investigar essas variáveis: perguntas clínicas e levantamento de contingências sem pressupor experiências a partir do gênero da cliente.O risco da dupla individualização: quando a clínica trata como déficit pessoal repertórios construídos e mantidos socialmente.O problema inverso: quando “patriarcado”, “machismo” ou “socialização feminina” viram explicações circulares e substituem a análise funcional.Incorporando gênero à análise funcional e à formulação de caso: antecedentes, consequências, operações motivadoras, regras, repertórios e contingências sociais.Exercício guiado de formulação a partir de caso clínico.Entre os encontros — aplicação à própria práticaCada participante recebe um roteiro de análise clínica com perspectiva de gênero e aplica a um caso de sua prática, preservando integralmente o sigilo. A ideia não é entregar o caso, mas chegar ao segundo encontro tendo identificado onde conseguiu avançar e onde empacou.Encontro 2 — Da formulação à intervenção: o que fazer com o que encontramos (3h)Da compreensão contextual à tomada de decisão clínica: se gênero participa da formulação, o que efetivamente muda na intervenção?Diferenciando mudança individual de mudança contextual: quando ampliar repertórios, quando modificar contingências, quando trabalhar discriminação das contingências e quando construir condições para mudanças fora da sessão.Intervenções sobre repertórios frequentemente selecionados e mantidos por contingências de gênero: submissão e apaziguamento; dificuldade de estabelecer limites; culpa; autocobrança; responsabilização pelo cuidado e pelas relações; dependência e autonomia; esquiva de conflito; busca de aprovação.Valores, escolha e autonomia sem desconsiderar restrições materiais e sociais.Como evitar que a própria terapia reproduza prescrições de gênero — inclusive prescrições aparentemente “feministas” sobre como uma mulher deveria viver.A relação terapêutica como contexto para identificar e modificar repertórios relacionados a gênero.Formulação → objetivo terapêutico → intervenção: construindo coerência entre as três etapas.Discussão das dificuldades encontradas na atividade entre encontros.Caso integrador: avaliação, formulação e planejamento de intervenção do início ao fim.Público alvoQualquer profissional da área da saúde interessado em bipolaridade.PeriodicidadeDias: 22 e 29/10/2026Horário: das 19h às 22h (horário de Brasília).Ficou com alguma dúvida ou dificuldade de acesso?Clique aqui para nos acionar por Whatsapp.Ou entre em contato por e-mail: secretariaacademica@ibac.com.br







