CONSCIÊNCIA NEGRA: MEMÓRIA E RESISTÊNCIA

O evento “Consciência Negra: Memória e Resistência”, promovido pelo Ânima Plurais, propõe um espaço de diálogo, reflexão e valorização das experiências históricas e contemporâneas da população negra no Brasil, tendo como eixos centrais a memória, a ancestralidade, a resistência cultural e a produção de conhecimentos. A iniciativa busca ampliar o debate sobre as relações étnico-raciais no contexto universitário, reconhecendo as manifestações artísticas e culturais afro-brasileiras como expressões fundamentais de preservação da memória coletiva, afirmação identitária, transmissão de saberes e transformação social.A proposta parte do reconhecimento de que a história e a cultura da população negra foram historicamente atravessadas por processos de silenciamento, invisibilização e deslegitimação de seus conhecimentos e modos de vida. Nesse sentido, valorizar as experiências, as tradições e as produções culturais negras constitui também uma forma de questionar as hierarquias sociais e raciais que estruturam a sociedade brasileira, reafirmando a importância do protagonismo negro na construção de alternativas de resistência e enfrentamento ao racismo.A realização do evento está alinhada à função social da universidade como espaço de formação crítica, produção plural de conhecimento, promoção dos Direitos Humanos e valorização da diversidade. Ao aproximar a comunidade acadêmica de coletivos culturais que desenvolvem trabalhos comprometidos com a memória, a ancestralidade e a resistência negra, a atividade pretende ampliar as possibilidades de diálogo entre os saberes acadêmicos e os conhecimentos construídos nas práticas artísticas, comunitárias e territoriais.A participação do Bloco Afro Magia Negra, do Grupo Tambor Mineiro e do Coletivo Erês – Mensageiras dos Ventos confere ao evento uma perspectiva plural e integrada, articulando diferentes linguagens artísticas, tradições afro-brasileiras e experiências de organização cultural. As trajetórias desses coletivos permitem compreender a arte não apenas como manifestação estética, mas também como prática educativa, política e coletiva, capaz de preservar memórias, fortalecer pertencimentos, transmitir conhecimentos entre gerações e construir formas de resistência às desigualdades raciais.Nesse contexto, o evento pretende promover uma reflexão sobre como a música, a dança, a percussão, o teatro e outras expressões artísticas contribuem para a valorização das identidades negras e para a construção de uma sociedade mais justa, plural e antirracista. A proposta também busca estimular a comunidade acadêmica a reconhecer os saberes afro-brasileiros como conhecimentos legítimos e indispensáveis à formação universitária, incentivando o diálogo entre universidade, cultura e sociedade.ConvidadosBloco Afro Magia NegraO Bloco Afro Magia Negra é um coletivo artístico e cultural de Belo Horizonte (MG), criado em 2013 pelo artista mineiro Camilo Gan. Sua atuação articula música, dança, percussão, ancestralidade africana e educação antirracista, utilizando a cultura negra como instrumento de resistência, valorização identitária e enfrentamento ao racismo.Sua participação dialoga diretamente com os objetivos do evento ao evidenciar o papel das manifestações culturais afro-brasileiras na afirmação das identidades negras, na ocupação dos espaços públicos e na construção de narrativas que confrontam o racismo e os processos históricos de invisibilização da população negra. A experiência do coletivo possibilita refletir sobre a potência política e educativa da arte, compreendendo o corpo, o ritmo e a expressão coletiva como formas de memória, pertencimento e resistência.Grupo Tambor MineiroO Grupo Tambor Mineiro é um grupo artístico e cultural de Belo Horizonte, criado a partir da iniciativa do músico, ator, compositor e capitão de Congado Maurício Tizumba. Sua trajetória está profundamente ligada à valorização da cultura afro-mineira, especialmente às tradições do Congado e do Reinado de Nossa Senhora do Rosário.A presença do grupo contribui para o aprofundamento das discussões sobre ancestralidade, memória coletiva e transmissão intergeracional de conhecimentos. Por meio das tradições afro-mineiras, torna-se possível reconhecer a importância das práticas culturais e religiosas de matriz africana na preservação de histórias, valores, vínculos comunitários e formas próprias de compreender o mundo. Sua trajetória também favorece a reflexão sobre a resistência histórica das comunidades negras e sobre a necessidade de reconhecimento e valorização de seus patrimônios culturais e saberes tradicionais.Coletivo Erês – Mensageiras dos VentosO Coletivo Erês – Mensageiras dos Ventos surgiu em 2018, reunindo artistas negros e jovens de periferias de Belo Horizonte e da região metropolitana. O grupo articula diferentes linguagens artísticas, como teatro, canto, dança, circo e música, utilizando a arte como espaço de expressão, formação, pertencimento étnico-racial e resistência cultural.Sua participação fortalece a dimensão contemporânea do evento ao destacar o protagonismo de artistas negros e jovens periféricos na produção cultural e na construção de outras possibilidades de representação e existência. A experiência do coletivo permite discutir a arte como instrumento de expressão política, fortalecimento de vínculos comunitários, valorização das identidades negras e ampliação das vozes historicamente marginalizadas. Além disso, evidencia a importância de reconhecer as periferias como territórios de criação, produção de conhecimento e transformação social.

Datas e ingressos

17 de nov · 19:00 às 22:00Entrada grátisNa Sympla · com taxa, R$ 0,00

Local

UniBH - Campus BuritisBelo Horizonte · MGComo chegar

Informações

Data
terça-feira, 17 de novembro às 19:00
Horário
19:00 às 22:00
Vendido por
Sympla
Estilo
Cursos e Palestras
Cidade
Belo Horizonte, MG

CONSCIÊNCIA NEGRA: MEMÓRIA E RESISTÊNCIA

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