
24 de out · Cultura
Contação de Histórias MCI | O Sopro e o Canto da Gente Verdadeira
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A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 0,00.
Sobre o evento
As inscrições serão realizadas de 17 a 24 de outubro ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro). No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.Para o povo Huni Kuī, a palavra não existe no vazio. Contar uma história é um ato que convoca o corpo, o território e o espírito. Na edição de outubro do Programa de Contação de Histórias do Museu das Culturas Indígenas (MCI), a literatura originária transcende a audição e se transforma em prática de cura por meio do estudo do Rume Reske Yuxibu (Rapé Tradicional) e Kuī Rume Teneni (O Dono do Rapé).A atividade será conduzida por Txana Paê Inu Bake, mensageiro da Aldeia Maê Yurayá, nas margens do Rio Purus, no Acre. O encontro coloca o público no centro de uma roda viva de histórias e trocas. O roteiro cruza a narrativa sobre a origem tradicional da medicina do Rume Reske Yuxibu com cantos na língua Hãtxa Kuī (Língua Verdadeira), abrindo espaço para a escuta atenta e para o diálogo direto sobre a cosmologia amazônica. O ritmo começa ancorado no maracá ancestral e avança para o tempo de transformação do Xina Bena (Novo Pensamento), somando o violão e a percussão livre de quem estiver presente.Sobre Txana Paê Inu BakeDo Povo Huni Kuī (“povo” ou “gente verdadeira”) e falante fluente de sua língua mãe, o Hãtxa Kuī, Txana Paê pertence à Aldeia Maê Yurayá (Nova Família), no Hēnē Hubeyá (Rio Purus), na Floresta Amazônica acreana, fronteira entre o Brasil e o Peru. Como Txana (“cantador”), músico, artista e mensageiro, ele atua na formação e inspiração das novas gerações, estudando e praticando a espiritualidade milenar do seu povo. Paê leva esses conhecimentos originários do território para as cidades, conduzindo cerimônias de consagração das medicinas curandeiras da floresta, rodas de conversa, palestras em escolas e universidades, além de oficinas musicais e linguísticas. Suas jornadas buscam a cura da matéria, do espírito e do pensamento, perpetuando a força ancestral e garantindo que esse saber alcance o futuro. Sua caminhada fortalece as necessidades da sua comunidade, incentiva o reflorestamento e a preservação ambiental, e promove o intercâmbio cultural para unir os povos em prol da cura do planeta.Sobre o Povo Huni KuīConhecidos nos antigos registros coloniais pelo termo Kaxinawá — um apelido pejorativo imposto por outros grupos —, eles se autodenominam Huni Kuī, a “gente verdadeira”. Maior população indígena do Acre, pertencente à família linguística Pano, habitam a fronteira entre Brasil e Peru. São conhecedores profundos da botânica florestal e guardiões de um sistema estético e espiritual onde os Kene (Desenho Verdadeiro - geométricos sagrados ensinados por Yube, a jiboia) não apenas enfeitam, mas protegem. Para eles, a música não é espetáculo; é a cadência do trabalho, da colheita, da chegada e do ritual.Sobre o Programa de Contação de Histórias MCILançado em 2024, é um encontro mensal voltado a crianças e famílias, dedicado aos saberes e cosmologias dos povos originários. Mais do que ouvir narrativas, o programa propõe uma imersão em diferentes modos de viver, estar e cuidar do mundo. É um espaço de escuta ativa que celebra a pluralidade de vozes indígenas, promovendo o diálogo intercultural e o respeito à diferença desde a infância.Ao longo dessa trajetória, o programa recebeu narradores que compartilharam a força de suas ancestralidades e suas vozes ecoaram:2024: Lilly Baniwa (Baniwa); Luã Apyká (Tupi-Guarani); Naktamanãã Kuparaka (Pataxó); Dario Machado, Gerolino Cézar e Ranulfo Camilo (Terena); Kuenan Tikuna (Tikuna/Magüta); Djagwa Ka’agwy Kara’i Tukumbó (Guarani Mbya); Cristino Wapichana (Wapichana); Énh xym Akroá Gamella (Akroá Gamella); Coletivo Kanewí, com Júlia Maynã (Xukuru-Kariri) e Awassury Fulkaxó (Fulkaxó); Sônia Ara Mirim (Xukuru-Kariri) e Natalício Karaí de Souza (Guarani Mbya); Tserenhõ’õ Tseredzawê (Xavante); e Xipu Puri (Puri) e Abi Poty (Potyguara).2025: Wera Xuru (Guarani Mbya); Elzeni Kaimbé (Kaimbé); Siriani Huni Kuin (Huni Kuin/Kaxinawá); Ediele Pankararu (Pankararu) e Ynaiê Máximo (Wassu-Cocal); Cristine Takuá (Maxakali), Maria Ara Poty (Guarani Mbya), Sônia Ara Mirim (Xukuru-Kariri) e Tamikuã Txihi (Pataxó); Lucia Benite (Guarani Mbya); Mulheres das Aldeias Piulewene e Ulupuwene (Waurá); Dani Mara (Borun e Pataxó); Tsinaki Ashaninka (Ashaninka); Maria Lídia e José Pankararu (Pankararu); Olivio Jekupé (Guarani Mbya); e Yndyan Fulkaxó (Fulkaxó), Laís Santos, Michele Saints, Simone Pankararu e Upya Pankararu (Pankararu), Txayane Fulni-ô (Fulni-ô) e Júlia Maynã (Xukuru-Kariri).2026: Jhennifer Willys (afro-indígena, Tikuna e Kokama); Kawakani Mehinako (Mehinako); Maiara Astarte (Guajajara); Pedro Pankararé (Pankararé); Reinaldo Karai Tukumbo (Avá-Guarani); e Awassury Fulkaxó (Fulkaxó) e Silvia Nogueira; Mew Yawanawa (Yawanawa); Emerson Baré (Baré), Fitsaká (Pankararu), Xipu Puri (Puri) e Yriwana Teluira Karajá (Iny Mahãdu); e Kena Marubo (Yura ou Yora).Data: 24/10/2026, sábadoLocal: Museu das Culturas Indígenas | 7º AndarHorário: das 11h às 12hVagas: 40 (quarenta)Entrada: gratuita, mediante inscriçãoClassificação: LivreInformações: (11) 3873-1541Observações:- 40 (quarenta) vagas;- as inscrições serão realizadas de 174 a 24 de outubro ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);- ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;- apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;- no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;- a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas;- ao participar das atividades presenciais do Museu das Culturas Indígenas (MCI), registros fotográficos e em vídeo podem ser feitos pela equipe. O seu uso será exclusivamente para fins de divulgação institucional e promocional do MCI. Caso tenha alguma objeção a essas finalidades, informe nossa equipe.







