12 de nov · Cultura
curso online | história da arte queer, com Lorenzo Merlino
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A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 528,00.
Sobre o evento
O curso propõe um percurso crítico pela história da arte ocidental a partir de uma perspectiva queer, evidenciando a presença de corpos dissidentes, identidades LGBTQIA+ e imagens de desejo homoerótico que, historicamente, foram veladas, censuradas ou apagadas. Para isso, os encontros são estruturados com base em uma abordagem revisionista, articulada aos estudos contemporâneos de gênero e sexualidade.Estes encontros buscam entender como outras compreensões da sexualidade e do gênero foram concebidas ao longo do tempo, tendo as artes visuais como um campo fundamental de representação do eu e de disputa simbólica e política. O curso é aberto a todas as pessoas interessadas em investigar as intersecções entre arte e diversidade.Datas: 12, 19, 26 de novembro e 03, 10 e 17 de dezembro de 2026Quintas-feirasHorário: das 19h às 21hDuração: 06 encontros Público: interessados em geralInvestimento: R$ 480,00 + taxasCurso onlineAo vivo, via plataforma de videoconferênciaAulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinadoCurso contempla certificado no finalPara intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail cursos@mam.org.br com antecedência de 7 dias úteis.ProgramaçãoAula 1 — A Antiguidade ClássicaIntrodução aos conceitos de queer, corpo e desejo e à urgência de um olhar revisionista sobre a arte canônica. Análise das manifestações visuais do afeto sáfico e da paiderasteia grega não apenas como práticas, mas como engrenagens sociais, traçando paralelos entre a paiderasteia, o amor puerorum romano (o mos Graecorum, centrado na figura do puer delicatus) e as construções, identidades e dilemas da homossexualidade moderna e contemporânea.Referências: Platão, Dominique Fernandez, Kenneth DoverAula 2 — Idade Média: Judaísmo, Islamismo, CristianismoA partir de formulações teológicas e de historiografias recentes, o encontro examina a transição para a Idade Média e a instauração de uma nova moral dogmática sobre o corpo. Discute a invenção da sodomia como categoria de interdição no Cristianismo, em contraste com as perspectivas sobre a diversidade sexual no Judaísmo e no Islamismo medievais. Com base em importantes historiadores, analisa as ambiguidades da iconografia medieval e os ritos de união entre pessoas do mesmo sexo em períodos pré-inquisitoriais.Referências: Theodore W. Jennings, Jr., John Boswell, Allan Tulchin, Rictor NortonAula 3 — Renascimento, Barroco e RococóPartindo da retomada dos corpos ideais, o encontro analisa como o cânone homoerótico se manifestou de forma velada no Renascimento e no Barroco, perante as cortes europeias e a Igreja. No Rococó, aborda a performatividade de gênero e as transgressões da aristocracia: o desejo lésbico, preponderante na visualidade e na literatura cortesã, e o travestismo como precursor de performances de gênero e de identidades queer.Referências: Da Vinci, Michelangelo, Caravaggio, abade de Choisy, o chevalier d’ÉonAula 4 — NeoclassicismoComo o período neoclássico construiu o corpo masculino jovem como ideal de beleza, virtude e perfeição? Ao longo do encontro, serão discutidas tensões e desejos homoeróticos que transpareceram na escultura e na pintura histórica entre o fim do século XVIII e o início do XIX, lançando as bases de uma visualidade que influenciaria profundamente a estética gay ocidental.Referências: Johann Joachim Winckelmann, Anton Raphael Mengs, Jacques-Louis David, Antonio Canova, Bertel Thorvaldsen, Anne-Louis Girodet de Roussy-TriosonAula 5 — Século 19O encontro analisa os desdobramentos do Realismo e da modernidade a partir das subversões poéticas e visuais da moral burguesa. Dedica atenção especial ao olhar masculino heterossexual sobre o desejo entre mulheres, discutindo como o voyeurismo e a erotização dessas relações se tornaram temas recorrentes no período. Examina também as tensões afetivas, a vida boêmia e os relacionamentos homoeróticos que marcaram a trajetória de importantes criadores do século XIX, situando-os em seu contexto social e cultural.Referências: Gustave Courbet, Charles Baudelaire, Auguste Rodin, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud, Gustave Caillebotte.Aula 6 — Séculos 20 e 21A influência das categorias médico-psiquiátricas da sexualidade nos primeiros movimentos ativistas da virada do século e a “questão Riefenstahl”: as relações entre estética, política e fascismo e os elementos homoeróticos na construção da figura heroica. Serão discutidas, ainda, a gay art e a queer art contemporâneas, examinando-se as respostas artísticas à epidemia de HIV/AIDS e as práticas visuais de resistência, memória e afirmação.Referências: Karl Heinrich Ulrichs, Karl Maria Kertbeny, Richard von Krafft-Ebing, Magnus Hirschfeld, John Addington Symonds, e os artistas Leni Riefenstahl, Claude Cahun, Romaine Brooks, Frida Kahlo, Alair Gomes, Robert Mapplethorpe e outros.Sobre o professorLorenzo Merlino é pós-graduado em História da Arte pela FAAP e mestre e doutor em História da Arte pela UNICAMP. Cumpriu no primeiro semestre de 2021 uma bolsa CAPES de doutorado-sanduíche convidado pela University of Brighton, Inglaterra.Formado inicialmente como bacharel em Moda pela Faculdade Santa Marcelina, concluiu seus estudos no renomado Studio Berçot, em Paris. Com mais de 25 anos de experiência no universo têxtil, participou da fundação da Casa de Criadores e foi indicado ao XIV Prêmio Carlos Gomes, em 2011, na categoria de melhor figurino. Em 2015, foi escolhido como o melhor figurinista de ópera do Brasil.Professor na FAAP, ministrou cursos e disciplinas no MAM, no MASP, na Faculdade de Belas Artes, no Arte que Acontece, na Superbacana+, na Unibes Cultural, no SENAC e no SESC, entre outras instituições. Desde 2016, é embaixador de Flandres para as Artes e a Moda no Brasil.Amigo MAM tem 20% de desconto. Faça parte!Estudantes, professores e aposentados têm 10% de descontoDúvidas:cursos@mam.org.brWhatsApp: 11 99774 3987







