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10 de nov · Cultura

curso online | para quem o museu fala? comunicação, público e escolhas, com Ane Tavares

Comprar · R$ 320,00

A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 352,00.

Sobre o evento

A comunicação em museus atravessa hoje um momento de transformação. Entre a ampliação de públicos, a pressão por relevância social e as dinâmicas das plataformas digitais, comunicar nos museus deixou de ser apenas difundir conteúdos para se tornar um campo estratégico de construção de sentido. Este curso propõe uma reflexão crítica e prática sobre a comunicação museológica contemporânea, abordando temas como a formação de públicos, o branding institucional, a produção de conteúdo digital e a cultura de dados. Também serão discutidas as tensões entre visibilidade, sustentabilidade financeira e função social, cada vez mais presentes na atuação das instituições culturais. A partir de estudos de caso nacionais e internacionais, como o Museu do Ipiranga e o Brooklyn Museum, serão discutidas as tensões entre a missão pública, a linguagem de rede e o posicionamento institucional. Voltado a profissionais de museus, trabalhadores da cultura, estudantes e interessados no tema, o curso convida os participantes a analisar criticamente as práticas existentes e desenvolver repertório para atuar na comunicação de instituições culturais hoje.Datas: 10, 17, 24 de novembro e 01 de dezembro de 2026Terças-feirasHorário: das 19h às 21hDuração: 04 encontros Público: interessados em geralInvestimento: R$ 320,00 + taxas Curso onlineAo vivo, via plataforma de videoconferênciaAulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinadoCurso contempla certificado no finalPara intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail cursos@mam.org.br com antecedência de 7 dias úteis.ProgramaçãoEncontro 1 — O público no centro: a virada para o visitante e a construção de sentido nas interações de comunicação- Apresentação do curso - Panorama inicial: tensões entre visibilidade, sustentabilidade financeira e função social no campo museal contemporâneo- O deslocamento do foco de “só comunicar a coleção” para “comunicar com o público”- Comunicação museológica como experiência e política de acesso- Estudos de público e segmentação: oportunidades e riscos da personalização de conteúdo - Debate orientado: “É possível ouvir o público sem submeter o museu à lógica do consumo/mercado?”Estudo de caso: Pinacoteca Contemporânea (reposicionamento espacial e discursivo)Encontro 2 — Branding e missão social dos museus - O museu como marca - Quando o branding institucional vira ativo simbólico e econômico- Onde termina a missão e começa o marketing?- Posicionamento institucional e construção de narrativa pública- Tom de voz institucional: como o museu fala e com quem falaEstudos de caso:- MAM em Movimento: reposicionamento como narrativa de continuidade e presença digital- O novo Museu do Ipiranga: atualização da narrativa histórica, da identidade visual e das estratégias de comunicação- Brooklyn Museum: reposicionamento nos 200 anos, identidade, discurso e presença digitalEncontro 3 — Estratégias e linguagem: entre o discurso museológico e a estética de rede, com participação de Gabriela Pupin- O museu como produtor de conteúdo no ecossistema digital: espaços de mediação, disputa de atenção e construção de repertório cultural- Museus como criadores de conteúdos especiais: podcasts, séries audiovisuais, publicações e projetos editoriais- Acessibilidade na comunicação digital: linguagem, formatos e inclusão de públicos- A estética da atenção e a performatividade nas redes sociais- Os dilemas entre didatismo, entretenimento e relevância culturalEstudo de caso: Campanhas e narrativas transmídia do MoMA – Discover Modern Art Encontro 4 — Cultura de dados e avaliação: o que medimos quando comunicamos cultura- Discutir a emergência da cultura de dados nos museus e seus impactos sobre a comunicação- Analisar como indicadores quantitativos e qualitativos podem (ou não) traduzir valor simbólico e social- KPIs e métricas qualitativas: o que é relevante medir em uma instituição cultural?- Cultura de dados como ferramenta de planejamento estratégico, não apenas de performance digitalSobre as professorasAne Tavares é jornalista e especialista em Gestão de Projetos Culturais pela USP. Atua há cerca de 15 anos na área de comunicação e cultura, com passagem por instituições como Inhotim, MuBE, Videobrasil e Sesc São Paulo. Atualmente, é coordenadora de Comunicação e Marketing do MAM São Paulo, onde desenvolve estratégias de comunicação, conteúdo e relacionamento com públicos.

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