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05 de set · Teatro

Enquanto Chão

Comprar · a partir de R$ 20,00

A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 23,99.

Sobre o evento

“Enquanto chão”, com o ator Caio Franzolin e direção de Rafaela Carneiro, fala sobre o apagamento cultural e destruição de espaços ocasionada pelo avanço desenfreado do progresso.Comemorando 10 anos de sua sede, o grupo A Próxima Companhia realiza uma pequena mostra de repertório com alguns espetáculos, dentre eles, “Enquanto Chão”, que acontecerá nos dias 05 a 13 de setembro de 2026, sábados às 20h e domingos às 19h, no Espaço Cultural A Próxima Companhia, que fica na Rua Barão de Campinas, 529 - Campos Elíseos - São Paulo - SP. Os ingressos custam a partir de R$20,00 e podem ser adquiridos na plataforma Sympla.ENQUANTO CHÃOO que uma comunidade de Palmas - TO e de Uberlândia - MG podem ter em comum? O ator Caio Franzolin encontrou esse elo em um pesquisa realizada em conjunto com Carminda Mendes André (que foi sua orientadora em projeto de pesquisa de campo no Instituto de Artes da UNESP) e leva essas histórias para o palco em ENQUANTO CHÃO. Com direção de Rafaela Carneiro, a montagem d’A Próxima Companhia fala sobre as comunidades de Canela - TO e Patrimônio - MG, aliando mímesis corpórea (técnica criada pelo LUME - Núcleo Interdisciplinar De Pesquisas Teatrais Da Unicamp) e conceitos do Teatro-Documentário.Ao visitarem as duas comunidades durante a pesquisa “Intervenção Urbana como Tática Arte-educativa: Encontro com Foliões”, os integrantes do projeto puderam observar que, em comum, mais do que festas populares, personagens incríveis e generosos, as duas localidades passavam pelo apagamento cultural – seja físico ou histórico, de manifestações culturais e até mesmo de histórias pessoais, em prol do progresso, especulação imobiliária e avanço de uma sociedade sem apego com as raízes de um povo.Foram diversas histórias e personagens encontrados que dialogam com o espetáculo no limite do real e do ficcional, num discurso dramatúrgico entre a denúncia, a reflexão e o signo poético, com dramaturgia de Solange Dias. O texto apresenta transcrições de relatos de habitantes das comunidades, do modo de vida dessas pessoas e busca entender o processo de apagamento desses territórios.A narrativa segue a mesma linha de uma memória, como explica Caio Franzolin. “Não temos uma narrativa linear. É como se o narrador fosse lembrando das conversas, das pessoas, dos detalhes das histórias e isso fosse sendo apresentado em cena da mesma maneira, em uma narrativa fragmentada povoada pelas figuras em uma grande festa”, afirma o ator.Relações informais com o públicoQuando a Rafaela Carneiro entrou no processo de ENQUANTO CHÃO, já existia uma versão embrionária da montagem. “Sempre me interessei muito pela técnica da mímesis e por isso achei o projeto muito bacana. Como diretora, acabei fortalecendo o papel do narrador, que faz uma intermediação entre todas as personagens, bem como também o absurdo político da história. Busquei trazer os ricos relatos coletados em Canela e Patrimônio para um âmbito maior, mostrando que aquele não é um problema localizado”, explica.Rafaela também disse que a intenção da equipe nunca foi ter uma peça contemplativa, numa relação mais frontal e formal com o público. A ideia é que as pessoas sintam-se participando de uma roda de conversa ou de uma festa – o que fica bem claro no cenário assinado por Caio Marinho. “Queríamos reproduzir uma roda de quintal, numa relação mais informal com a plateia e num espaço circular. Teremos distribuição de café e comidinhas inspiradas nas duas localidades, aproximando ainda mais o ator e o público”, conta a diretora.Caio Franzolin explica um pouco mais sobre essa relação com o público: “convidamos as pessoas para a arrumação de uma festa que ainda vai acontecer. É isso que vai nos conectar com as nossas raízes. O teatro só é possível pelo encontro. Quer encontro maior do que uma festa e toda a sua preparação?”, questiona.Ficha técnicaConcepção original: Caio Franzolin e Carminda Mendes André; Direção e Preparação de Ator: Rafaela Carneiro; Orientação Cênica: Carminda Mendes André; Direção Musical e Preparação Vocal: Rani Guerra; Dramaturgia: Solange Dias; Texto: Caio Franzolin; Assist. de Direção: Gabriel Küster; Cenografia e Iluminação: Caio Marinho; Figurino: Caio Franzolin; Desenho de Som: Gabriel Küster; Realização: A Próxima Companhia; Núcleo Artístico A Próxima Companhia: Caio Franzolin, Caio Marinho, Gabriel Küster, Juliana Oliveira e Paula Praia; Fotografia: Michel Igielka; Produção: A Próxima Companhia.ServiçoENQUANTO CHÃO com a Próxima CompanhiaSinopse:  ENQUANTO CHÃO surge a partir do encontro com as comunidades de Canela (TO) e Patrimônio (MG), seus habitantes, seus festejos populares e pela reflexão sobre o avanço dos processos de apagamento cultural presentes nesses territórios. As diversas narrativas são o disparo do espetáculo que transita entre o real e o ficcional. Contando, cantando e dançando histórias e pessoas se constrói um discurso cênico entre a festa, a denúncia e o poético. O espetáculo se configura como um espaço aberto onde o público é recebido e convidado a construir este ambiente com bandeirinhas, flores e detalhes. Em roda se estabelece o encontro e a troca de histórias que são contadas ora pelo narrador, ora pelas dez personagens que se apresentam no decorrer da trama\festa\encontro.Duração: 70 minutosClassificação etária: 12 anosQuando: 05 a 13 de setembro de 2026. Sábados 20h e domingos 19hOnde: A Próxima Companhia - Endereço: Rua Barão de Campinas, 529 - Campos Elíseos - São Paulo - SPIngressos: R$ 20,00 (meia entrada) e R$ 40,00 (inteira) - A bilheteria abre 1h antes do espetáculo, com ingressos disponíveis.Capacidade: 40 lugaresAcessibilidade: não temEstacionamento: não possuiA Próxima Companhia - Rua Barão de Campinas, 529 - Campos ElíseosInformações:@aproximacompanhiawww.aproximacompanhia.com.br

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