
Amanhã · Shows
Forró do Zé Pitoco no Canto da Ema
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A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 30,99.
Sobre o evento
Zé Pitoco, nome artístico de José Alves Sobrinho, nasceu em 21 de agosto de 1955, em Cupira, no Agreste de Pernambuco, e construiu uma trajetória profundamente ligada à música popular nordestina. Ainda jovem, começou a tocar e, antes mesmo de completar 20 anos, já havia passado pela banda de Mestre Camarão, convivendo de perto com uma geração fundamental para o forró. Em 1975, aos 19 anos, mudou-se para São Paulo, onde enfrentou um início difícil: trabalhou em uma metalúrgica enquanto buscava espaço na música, até ingressar na Lira Musical de Diadema, experiência que ajudou a ampliar seu domínio de instrumentos como clarineta e saxofone. Com o passar dos anos, Pitoco transformou essa formação diversa em uma das principais marcas de sua carreira. Arranjador, compositor e multi-instrumentista, toca clarineta, saxofones, zabumba, surdo, percussões e outros instrumentos. Participou de grupos como Papo de Anjo, Mexe com Tudo e Mistura e Manda, integrou a Orquestra Popular de Câmara e tornou-se parceiro constante de Antônio Nóbrega, trabalhando também como arranjador em seus projetos. Sua discografia como instrumentista inclui trabalhos de artistas como Mônica Salmaso, Chico César, Gilberto Gil e Naná Vasconcelos, além de inúmeras apresentações ao lado de Dominguinhos. Pitoco esteve, inclusive, no último show realizado por Dominguinhos em Exu, Pernambuco, em dezembro de 2012, abrindo a apresentação com sua clarineta. Sua história também passa diretamente por mestres como Luiz Gonzaga, com quem chegou a tocar, e por uma vida inteira dedicada aos ritmos do Nordeste — baião, xote, xaxado, coco, frevo e forró — sem deixar de dialogar com o choro e outras vertentes da música brasileira. Depois de décadas atuando principalmente como músico, arranjador e acompanhante de grandes artistas, lançou em 2022 seu primeiro álbum autoral, “O Forró de Zé Pitoco”, apresentado no Sesc Belenzinho, em São Paulo, consolidando em disco uma experiência acumulada ao longo de várias décadas de estrada. Hoje, aos 71 anos, completados em agosto de 2026, Zé Pitoco carrega uma história que atravessa o Agreste pernambucano, os bailes, as bandas de música e alguns dos principais palcos do país. Mais do que um multi-instrumentista, sua trajetória ajuda a contar também a história de uma geração de músicos nordestinos que encontrou em São Paulo um novo espaço para manter, transformar e espalhar a música de suas raízes.






