
04 de set
II Seminário Arquitetura da Favela e Urbanismo Social
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Sobre o evento
II Seminário Arquitetura da Favela e Urbanismo Social inaugura um novo capítulo no debate sobre o futuro das cidades brasileirasDurante décadas, os grandes debates sobre arquitetura e urbanismo concentraram seus olhares na cidade formal. Enquanto isso, milhões de brasileiros que vivem nas favelas permaneceram à margem das discussões sobre planejamento urbano, apesar de produzirem diariamente soluções arquitetônicas, urbanísticas e sociais capazes de transformar territórios.É para mudar essa realidade que nasce o II Seminário Arquitetura da Favela e Urbanismo Social, um encontro pioneiro que coloca, pela primeira vez, a Arquitetura da Favela como protagonista de um debate nacional sobre o futuro das cidades.Nos dias 4 e 5 de setembro, o seminário reunirá, no Hub de Inovação da Caixa Econômica Federal e no Morro da Providência, primeira favela do Brasil, arquitetos, urbanistas, pesquisadores, moradores, lideranças comunitárias, gestores públicos e representantes da iniciativa privada para construir soluções coletivas para os desafios urbanos do século XXI.Idealizado pelo arquiteto e urbanista Fernando Pereira, cria do Morro da Providência e presidente do Instituto Arquitetos da Favela, o seminário rompe com um paradigma histórico: deixar de olhar a favela apenas pelos seus desafios e reconhecê-la como um território produtor de conhecimento, inovação, tecnologia social e arquitetura.Mais do que discutir edificações ou infraestrutura, o evento propõe um novo campo de reflexão para o urbanismo brasileiro: compreender que a favela também produz cidade, cria modelos próprios de ocupação do território, desenvolve soluções de moradia e constrói formas de organização urbana que precisam ser estudadas, valorizadas e incorporadas às políticas públicas.Nesta segunda edição, o seminário amplia esse debate ao integrar os princípios do Urbanismo Social, abordagem que entende que cidades mais justas são construídas pela integração entre planejamento urbano, participação popular, inclusão social, desenvolvimento econômico, sustentabilidade e governança compartilhada. A transformação dos territórios começa pelas pessoas e pela valorização dos saberes locais.Ao reunir, em um mesmo espaço, moradores das favelas, universidades, poder público e setor privado, o II Seminário Arquitetura da Favela e Urbanismo Social consolida um movimento inédito de construção coletiva do conhecimento, aproximando diferentes setores para pensar políticas públicas e soluções urbanas mais eficientes, humanas e inclusivas.Em 2027, o Morro da Providência completará 130 anos de história. Berço da primeira favela do Brasil, o território simboliza uma história que ajudou a construir as cidades brasileiras, mas que raramente ocupou o espaço central nos fóruns de arquitetura e urbanismo. O seminário nasce para mudar essa narrativa.Mais do que um evento, o II Seminário Arquitetura da Favela e Urbanismo Social representa o início de um movimento nacional que reconhece a Arquitetura da Favela como um patrimônio vivo, um campo legítimo de produção de conhecimento e uma contribuição indispensável para a construção das cidades do futuro.Porque o futuro das cidades brasileiras não será construído apenas olhando para o asfalto. Ele também será desenhado a partir da favela.O 2º Seminário de Arquitetura da Favela e Urbanismo Social - A Favela Como Cidade poderá ser fotografado, filmado e gravado durante sua realização.Ao realizar sua inscrição e participar do evento, o participante declara estar ciente de que sua imagem e/ou voz poderão ser registradas incidentalmente em fotografias, vídeos e demais registros audiovisuais realizados durante o evento.Esses registros poderão ser utilizados pelos organizadores para fins de comunicação, divulgação institucional, registro histórico, cobertura jornalística e promoção das atividades do Instituto Arquitetos da Favela e do projeto A Favela Como Cidade, incluindo publicação em sites, redes sociais, materiais institucionais, apresentações, imprensa e demais canais de comunicação relacionados às iniciativas.A utilização será realizada respeitando a dignidade, a honra e a imagem dos participantes.




