Laboratório de Destravamento

Laboratório de DestravamentoPresença, espontaneidade e comunicaçãoNão é para virar palhaço(a). É para destravar quem você já é.Quanto da sua vida você deixa de viver por medo de errar?Você tem uma ideia na reunião. Ensaia a frase na cabeça, espera a hora certa, pensa mais um pouco. Outra pessoa fala algo parecido. Você fica com o seu “eu ia falar isso”.Vai gravar um vídeo sobre um assunto que conhece. Aperta o botão e parece que desaprendeu a falar. Grava, apaga, grava de novo. Começa a implicar com a voz, o rosto, o jeito de mexer a mão. O vídeo nunca sai.Antes de uma apresentação, vem aquele frio na barriga. Só que chamar de frio na barriga parece pouco: o coração dispara, a boca seca, o corpo endurece. Você se preparou, sabe do assunto, mas dá um branco. Naquele momento, parece que a insegurança tomou conta de tudo.Às vezes, isso acontece numa conversa. Você quer perguntar, discordar, dizer o que sente. Mas começa a imaginar a reação da outra pessoa e engole o que ia falar. Depois, em casa, encontra todas as palavras que gostaria de ter dito.E vai deixando para quando estiver mais preparado(a), mais confiante, mais alguma coisa.Enquanto isso, ideias ficam guardadas, oportunidades passam e vontades vão sendo adiadas. As pessoas nem chegam a conhecer o que você tinha para compartilhar.Quanto do que você tem para dizer fica pelo caminho enquanto tenta garantir que ninguém vai te julgar?O laboratórioO Laboratório de Destravamento é um espaço para trabalhar essa relação com o erro, o julgamento e a sua própria expressão.Vamos usar corpo, voz, escuta, improvisação e palhaçaria para experimentar o que acontece quando você se permite estar presente sem precisar garantir que vai acertar.A mesma preocupação que aparece diante da câmera pode aparecer numa reunião, numa conversa ou quando você tenta alguma coisa pela primeira vez. Mudam as situações, mas você continua ali, tentando participar e controlar o que vão pensar de você ao mesmo tempo.É esse movimento que vamos reconhecer e trabalhar na prática.Uma linguagem profundamente humana para desenvolver o seu humano(a).O que vamos trabalhar1. PresençaSe comunicar vai além de um português bem falado ou do domínio sobre um assunto. Tem algo que faz diferença na conexão com quem escuta: a verdade com que você fala. No teatro, chamamos isso de verdade cênica. Mesmo com um texto decorado, você pode estar vivo dentro dele: escutar, se envolver e deixar o que acontece chegar até você.Pensa no seu corpo. Você não precisa pensar para o coração bater ou uma ferida cicatrizar. Existe uma inteligência da vida atuando para além do que você consegue comandar pelo pensamento. Quando olho para isso, vejo algo “divino”. Divino no sentido da própria vida acontecendo. Nos animais, nas crianças e em nós também. Só que, conforme crescemos, vamos tentando controlar tanto a nossa expressão que fica difícil confiar nessa inteligência e simplesmente participar da vida.A presença que vamos trabalhar é esse estado em que a qualidade da sua atenção está altíssima e você não precisa fiscalizar cada movimento. Você escuta e age. Fala ou ação. O corpo, a voz, o que sabe e o que sente participam juntos.2. Inadequação“E se eu falar errado? E se rirem de mim? E se acharem que eu não sei?” O medo de ser inadequado prende sua atenção na tentativa de proteger sua imagem. Como estar presente se você precisa conferir o tempo inteiro se está sendo aceito(a)?Todos nós temos algo que tentamos esconder. Sim, até Brad Pitt e Angelina Jolie. Para trabalhar isso, eu conheço uma ferramenta poderosa: o nariz vermelho. Na palhaçaria, você experimenta deixar aparecer o erro, a falta de resposta, a tentativa que não deu certo para descobrir o que acontece no encontro com o outro.Em muitas situações da vida, pode dar vergonha, nervoso, vontade de fugir e ataques de riso também. No laboratório, vamos experimentar o que acontece quando você se permite atravessar essas sensações. Aos poucos, você pode descobrir que consegue errar, ser visto(a) e continuar ali. O medo pode voltar, mas você começa a ter outras possibilidades além de obedecer a ele. Experimentar o erro sem transformar cada tentativa em um julgamento sobre quem você é.3. EspontaneidadeQuando criança, você provavelmente entrava numa brincadeira sem precisar garantir que ia se sair bem. Até que chegaram os olhares, as correções, as comparações. Você foi aprendendo a conviver, mas também a se vigiar. Quanto do que chama hoje de “meu jeito” foi se formando para evitar o julgamento?Através da conexão com o seu palhaço(a), vamos experimentar o vazio de não ter uma resposta pronta. A cabeça procura uma saída, mas o encontro continua acontecendo: tem alguém ali, seu corpo, uma sensação, uma vontade. Você pode escutar isso também. E descobrir formas de se manifestar com alguns filtros a menos.Enquanto a presença tem a ver com a qualidade da atenção, a espontaneidade é permitir que sua expressão aconteça e se adapte ao momento, sem controlar previamente cada detalhe. Ela pode aparecer numa fala baixa, num gesto pequeno, numa pausa. A vida acontece antes de você encontrar a frase perfeita.Como isso conversa com a sua vida?É você quem está em todas essas situações: apresentando uma ideia no trabalho, gravando um vídeo, dando uma palestra, conhecendo alguém ou tentando dizer alguma coisa importante.Por isso, vamos trabalhar presença, escuta, espontaneidade, medo de errar, empatia e colaboração nas experiências propostas em sala. Perceber como você reage diante do outro e do imprevisto pode ajudar a reconhecer movimentos que também aparecem fora dali.O laboratório também é uma introdução à linguagem da palhaçaria, uma oportunidade de conhecer essa arte e descobrir se você deseja continuar se aprofundando nela. Afinal, seu palhaço(a) também muda conforme você muda e amadurece. Ele acompanha suas descobertas, suas contradições e as novas maneiras de olhar para a vida.Para quem é?Para quem sente que a timidez, a autocrítica ou o medo do julgamento limitam sua maneira de se expressar.Para quem trabalha com comunicação ou gostaria de se sentir mais disponível ao falar, escutar e estar com outras pessoas.E para quem tem curiosidade de experimentar essa linguagem, mesmo sem saber muito bem o que vai encontrar.Você não precisa ter experiência com teatro, improvisação ou palhaçaria. Nem precisa saber ser engraçado(a).Pode chegar com vergonha, com dúvidas e sem uma resposta pronta.Como serão os encontros?Serão quatro encontros presenciais de três horas, com exercícios de corpo, voz, escuta, improvisação e palhaçaria, além de conversas sobre o que vivermos juntos.Vamos construir um espaço seguro, com desafios graduais e liberdade para comunicar seus limites. Nenhum exercício será obrigatório.Teremos também um exercício final, opcional e preparada ao longo do curso, para experimentar fora da sala o que trabalhamos juntos. Os detalhes serão apresentados durante os encontros, e a data e o horário serão combinados com a turma.Quem conduzOscar PescumaMinha relação com esse trabalho começou muito antes de eu ter qualquer ideia do que faria da vida. Ainda na adolescência, entre 2001 e 2006, fui monitor de viagens: criava brincadeiras, ajudava na organização, acompanhava os grupos e atuava. Já havia ali uma experiência de propor alguma coisa e descobrir como aquelas pessoas entravam no jogo.Depois vieram o cinema, o teatro, a palhaçaria e o stand-up. Sou formado em Comunicação com habilitação em Cinema pela FAAP e em Teatro pela Braapa Escola de Atores. Na palhaçaria, minha formação passou por cursos com Beth Dorgam, Ésio Magalhães, La Mínima, Chacovachi e Tomate.Desde 2011, trabalho no audiovisual. Filmei publicidade, documentários, longas e curtas-metragens, institucionais, séries e conteúdos para grandes canais de YouTube e televisão. Diante da minha câmera passaram atores e apresentadores muito experientes, mas também muita gente que nunca tinha feito aquilo.Enquanto eu me desenvolvia como ator, palhaço e comediante, observava essas diferenças do outro lado da câmera. O que permite a alguém falar um texto preparado e continuar vivo dentro dele? O que acontece quando uma pessoa conhece profundamente um assunto, mas trava assim que começa a gravação? É possível ajudar alguém a se destravar ali, na hora?E as perguntas foram para além da câmera. O que nos trava? De onde vem esse medo? Por que a vida se torna mecânica? De onde vêm os nossos tiques, os gestos e as falas que repetimos sem perceber? Estou escutando realmente o que está sendo dito? Por que me interpretaram de um jeito tão diferente do que eu quis dizer?Essas perguntas foram atravessando meu trabalho e ainda me atravessam.No teatro, participei de montagens como A Cozinha, A Megera Domada e Os Boêmios de Adoniran. Criei e apresentei meu espetáculo solo de palhaçaria, O Perfil da Liberdade, que recebeu o terceiro lugar no festival Fest e Arte de Santa Tereza em 2021 — a única competição da qual participei com ele. Também me apresento em casas e noites de stand-up desde 2023.Em 2026, aprofundei meus estudos em branding e criei a Comunica.id, reunindo esse olhar sobre a comunicação: da construção da marca à direção, à atuação e ao conteúdo que chega ao público.Eu não vou te prometer que cinco encontros vão te destravar completamente. Eu também continuo nesse processo. Mas acredito na força da palhaçaria, , das ferramentas que vamos experimentar e das trocas que teremos em sala para dar um salto nesse caminho: perceber o que te trava e experimentar possibilidades que talvez você nem soubesse que tinha. E levar isso para continuar trabalhando na vida lá fora.O Laboratório de Destravamento nasce desse percurso e de uma pergunta que continua comigo: o que acontece com a nossa expressão quando a vontade de participar da vida encontra o medo de ser visto e julgado?Informações da turmaQuando: quartas-feiras — 18/11, 25/11, 02/12 e 09/12 de 2026.Horário: das 19h às 22h.Onde: Escola Braapa de Atores —  Rua Dr. Gabriel dos Santos, 153 - Santa Cecilia, São Paulo - SP, 01231-011Duração: 12 horas em sala, mais a vivência extra com data e horário combinados com a turma.Investimento: R$ 399,00 pelo curso completo, incluindo a vivência extra.Pagamento: Pix ou Sympla, com possibilidade de parcelamento pela plataforma.Não é para virar palhaço(a). É para destravar quem você já é.

Datas e ingressos

18 de nov · 22:53 às 22:00Ver preçosNa Sympla

Local

BRAAPA Escola de AtoresSão Paulo · SPComo chegar

Informações

Data
quarta-feira, 18 de novembro às 22:53
Horário
22:53 às 22:00
Vendido por
Sympla
Estilo
Saúde e Bem-estar
Cidade
São Paulo, SP

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