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10 de out · Cursos e Palestras

ll FÓRUM ACADÊMICO DE SAÚDE MENTAL

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Sobre o evento

II Fórum Acadêmico de Saúde Mental “Atravessamentos do Contexto Social na Implicação do Sujeito” O II Fórum Acadêmico de Saúde Mental propõe uma reflexão sobre a forma como o contexto social atravessa a vida, a subjetividade e as possibilidades de existência de cada sujeito. Falar de saúde mental é também falar de moradia, trabalho, renda, educação, território, família, acesso às políticas públicas, vínculos sociais, cultura, direitos e cidadania. O sujeito não existe separado da realidade na qual está inserido. A partir da perspectiva da Luta Antimanicomial, compreendemos que o sofrimento psíquico não pode ser reduzido a um diagnóstico ou localizado exclusivamente no indivíduo. É necessário olhar para o sujeito em sua integralidade, reconhecendo sua história, seus vínculos, seu território e as condições sociais que podem produzir sofrimento, vulnerabilidade, exclusão ou, ao contrário, favorecer autonomia e participação social. O contexto social pode limitar escolhas e possibilidades quando marcado pela pobreza, desigualdade, violência, preconceito, racismo, exclusão, desemprego, fragilização dos vínculos e ausência de acesso a direitos. Esses atravessamentos fazem parte da experiência do sujeito e precisam ser considerados no cuidado em saúde mental. Não se trata de culpabilizar o indivíduo por seu sofrimento, mas de compreender que existem condições sociais e históricas que participam da produção daquilo que ele vivencia. Nesse sentido, a Reforma Psiquiátrica nos convoca a deslocar o olhar: do isolamento para a convivência, da tutela para a autonomia, da institucionalização para o território, do controle para o cuidado e da doença como centro para o sujeito em sua existência concreta. A pessoa em sofrimento psíquico não deve ser reduzida ao seu diagnóstico. Ela possui desejos, potencialidades, vínculos, projetos e direito de ocupar os espaços da cidade. Pensar os atravessamentos sociais também significa discutir cuidado em liberdade. O cuidado acontece no território e na construção de redes, envolvendo os serviços de saúde, a assistência social, a educação, a família, a comunidade e, principalmente, o próprio sujeito. A rede deve sustentar possibilidades de vida, e não produzir novas formas de exclusão. O Fórum, portanto, busca colocar em debate quem é esse sujeito e quais condições sociais participam de sua trajetória, questionando práticas que historicamente silenciaram, segregaram e afastaram pessoas em sofrimento psíquico do convívio social. A Luta Antimanicomial nos lembra que cuidar em saúde mental é também defender direitos, combater estigmas e produzir possibilidades de existência com dignidade, autonomia e cidadania. Mais do que discutir a saúde mental do indivíduo, o Fórum propõe pensar o sujeito em relação ao mundo, reconhecendo que transformar as condições de cuidado também implica transformar as relações sociais que produzem exclusão e sofrimento.

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