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06 de set · Cultura

Mini DOC: Onde Há Perfume, Não Há Doença (Iní Anu, Pae Shuvitiruma) | Amazônia de pé 2026

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A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 13,99.

Sobre o evento

O mini-doc conta como Mew Yawanawa começou sua caminhada dentro da espiritualidade e do estudo das plantas medicinais, e também mostra a expansão dessa semente espiritual da Amazônia para a Mata Atlântica, semeando essa tradição e nos lembrando da importância da floresta como uma fonte de cura do corpo, mente e espíritoNo dia, teremos a exibição do mini doc “Onde Há Perfume, Não Há Doença (Iní Anu, Pae Shuvitiruma)”, seguida por uma roda de saberes conduzida por Mew Yawanawa, que é uma Liderança, professor e guardião do conhecimento tradicional das plantas medicinais na tradição Yawanawa da Aldeia Matrinxã (AC), protagonista da obra dirigida por Giulia Lapetina (ŪKALLI Cultura).Sobre Mew YawanawaProfessor e liderança na Aldeia Matrinxã (localizada na Terra Indígena do Rio Gregório, no estado do Acre) e, também, um médico da floresta. Com generosidade, ensina sobre os saberes e a força da floresta através das plantas medicinais. Já realizou dietas profundas, como a do Muka, considerada uma das mais fortes pelo povo; sentindo o chamado de estudar as plantas medicinais e continuar o legado dos seus mais velhos. Além de aprender com os anciões Tio Luiz e Paje Tata, ele aprende também com outros povos. Em sua aldeia, tem a missão de ensinar aos jovens e também espalha essa semente pelo Brasil e pelo mundo através da Escola Nii Vimi.Sobre o Povo YawanawaEsqueça a ideia ultrapassada de um povo isolado e estático no tempo. O “Povo da Queixada” (yawa/queixada, nawa/gente) é, antes de tudo, um manifesto vivo de adaptação e resistência na Amazônia. Habitantes da Terra Indígena Rio Gregório e pertencentes à família linguística Pano, eles assumem o controle da própria identidade a começar pela assinatura: a grafia “Yawanawa” não é a que antigos colonizadores ou acadêmicos impuseram em velhos papéis (como Yawavo ou Jawanaua), mas sim a que eles mesmos cravam, com orgulho, em seus próprios documentos e cartilhas. O que torna a história dessa nação tão fascinante é a sua engenharia social. Os Yawanawa de hoje são uma grande teia humana, um coletivo plural que abraçou e integrou membros de outras etnias ao longo do tempo, como os Shawãdawa, Iskunawa, Rununawa, Sainawa e Katukina. Essa configuração robusta não aconteceu por acaso. Ela é fruto das dinâmicas tradicionais do mundo Pano, como complexas alianças matrimoniais, mas também é uma resposta inteligente e urgente às tragédias impostas pelo contato com o não-indígena. Diante de epidemias e abalos demográficos profundos, eles não recuaram rumo ao colapso; eles se uniram, fundindo memórias e famílias para continuar existindo. A vastidão do território amazônico ainda guarda as suas ironias: existe até mesmo um subgrupo homônimo vivendo entre os Yaminawa, nas cabeceiras do Rio Acre. Olhar para os Yawanawa é entender que a verdadeira força de um povo originário não está em uma pureza intocável, mas na capacidade de tecer laços, de se reinventar diante do caos e de manter a floresta em pé. É essa memória plural e indestrutível que pulsa em cada um de seus cantos.Sobre Giulia LapetinaGiulia Lapetina tem 27 anos e é produtora cultural. Idealizadora da produtora Ūkalli, dedica-se a projetos culturais, educativos, artísticos e socioambientais através das Leis de Incentivo. Liderou produções como o minidocumentário "Cupópia: a língua do quilombo Cafundó" e a exposição "Piracema: deslocamentos artísticos-curatoriais". É diretora e produtora do documentário "Onde Há Perfume, Não Há Doença".Sobre a Ūkalli CulturaProdutora cultural idealizada por Giulia Lapetina, com mais de sete anos de atuação em projetos que conectam arte, cultura, território e impacto social. Acredita na cultura como força de regeneração. Atua em frentes como elaboração de projetos, produção e gestão cultural, consultoria e laboratórios de projetos culturais.Sobre o Mulungú CulturalÉ um negócio de impacto sociocultural que existe desde 2019 e tem como principal objetivo a difusão artístico cultural. Possui 5 principais frentes de atuação: Festival Mulungú, Oficinas, Mulungú Livecast, Brota&Convoca e Intervenções, uma sede que funciona como espaço cultural e também a prestação de serviços denconsultoria e produção para terceiros. FICHA TÉCNICA Brasil, 2026, 25’Direção e Produção: Giulia Lapetina (ŪKALLI Cultura)Roteiro: Mew Yawanawa, Giulia Lapetina e Jöy SoaresMontagem: Victor BravoSom: Tiago GuimarãesIdealização: Giulia Lapetina e Jöy SoaresArte Gráfica: Adriane KariúDistribuição: ŪKALLI  CulturaGênero: documentário

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