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15 de out · Cultura

Mulheridades na Tela: Introdução ao Cinema Feminista

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A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 80,00.

Sobre o evento

O curso, por meio de uma abordagem teórica e discursiva, promove um debate aprofundado sobre o Cinema de Mulheres, Filmes feitos pelas cineastas (dirigidos e /ou roteirizados), Feminismo, Olhar Feminino e Cinema contra-hegemônico. Chantal Akerman, uma das cineastas mais representativas que existiram, rejeitava a tipificação e explicava que “quando as pessoas me perguntam se sou uma cineasta feminista, eu rebato respondendo que sou uma mulher que faz filmes.” Ao estudar a história do cinema, é interessante olhar para o futuro simulando um passado onde o cânone é destituído e em seu lugar, materializada uma trajetória que abarque homens e mulheres na criação da linguagem cinematográfica. Se faz urgente e necessária uma apresentação introdutória ao Cinema De Mulheres ou Cinema Feminista, uma parte da história que havia sido relegada ao limbo por muitos historiadores e críticos - afinal não era do interesse de um sistema patriarcal reconhecer que as mulheres enquanto cineastas, roteiristas, produtoras, montadoras e criadoras tiveram também um impacto profundo no avanço tecnologico e estetico na sétima arte. Pensar um Cinema de Mulheres não é abordar um olhar feminino presente nos filmes em detrimento do olhar masculino dominante no cinema clássico mas sim demonstrar como o Contra Cinema abarca uma diversidade de representações, significados e leitura de mundo que beneficia todos os espectadores. Afinal, como Agnès Varda certa vez manifestou “não me interesse em ver um filme dirigido por uma mulher - não se ela não estiver interessada em buscar por novas imagens”. Os impactos na espectatorialidade da análise de alguns filmes subjetivados a partir dos estudos da filmologia feminista também interessam no decurso dessa introdução.Aula 1Uma Breve História do Cinema hegemônico e canônicoHouve um tempo em que a importância das mulheres para a construção do cinema foi completamente apagada da história, o que felizmente tem sido desconstruído pelos estudos contemporâneos da história do cinema e pela atuação de mulheres na crítica de cinema. Aula 2O que é a Filmologia Feminista?A crítica feminista do cinema nasce e floresce a partir do próprio movimento feminista e de suas preocupações e vai inchando como uma metodologia sociológica e política. Seu marco zero vem a ser “Prazer Visual e o Cinema Narrativo”, obra de Laura Mulvey fundamental para o estabelecimento da teoria crítica e que primeiro surge publicado como um artigo (em 1975) que  explicita como a personagem feminina por mais vital que seja no cinema narrativo clássico só existe em prol do personagem masculino - ela é um objeto em si.Aula 3Cinema de Mulheres, com MulheresAs estruturas da linguagem e outras práticas significantes que codificam o corpo da mulher são tão opressivas quanto as estruturas materiais/sociais que têm mediado a percepção do corpo e do ser e suas possibilidades eróticas. Por essa razão, algumas cineastas, de acordo com Mary Ann Doane, recusam-se a filmar o corpo da mulher, por ele estar impregnado de significação masculina, através do olhar masculino.Aula 4Subjetividade + Alteridade nas telasA representação do indivíduo feminino, com suas complexidades traduzidas, com os aspectos íntimos que individualizam e tornam exprimível aquela construção narrativa e desenvolvimento enquanto personagem se transforma, perante quem olha do lado de cá, em reconhecimento.  A mulher cis ou trans ali representada como materializável na realidade, como explica Lucy Bolton na obra “Filme e Consciência Feminina”, exemplificando através de filmes de Sofia Coppola, Lynne Ramsay e Jane Campion quais caminhos são trilhados para realçar a subjetividade e o esplendor artístico a partir do olhar de uma mulher.Aula 5Espectatorialidade e os desafios no mundo contemporâneo 

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