
10 de out · Teatro
"O Monstro"
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A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 28,99.
Sobre o evento
Classificação indicativa: 14 anos - Sábado às 18H | Domingo às 19H O Monstro | modos de usar: plantio, colheita e poda.O Coro Novo e o Projeto Palavra Viva comemoram juntos, nos próximos dias 10 e 11 de outubro, o início das celebrações de mais um ano de existência, persistência e permanência ativa e dialógica no cenário artístico-cultural da cidade de Belo Horizonte.São 10 anos de travessia do Coro Novo e 30 anos do Projeto Palavra Viva. Quanta caminhada, quantos encontros, quantas realizações...Intercaladas pelos descaminhos, desencontros e frustrações que também fazem parte do ato de se construir e continuar, em nada capaz de minimizar o desejo de comemorar, já que, afinal, muitas vezes, como diz o poeta: "quem nunca se perde, nunca se acha".E o grande desafio é, e será sempre, permanecer de pé e seguir.Onde?Neste labirinto de labirintos, repleto de monstros e monstruosidades, com seus inúmeros e multifacetados abismos, com suas inúmeras e multifacetadas luminosidades.E é justamente neste momento de festa e fogo que reencontramos com ele: O MONSTRO.Espetáculo criado da intercessão dos dois coletivos e que fez sua pré-estreia em junho, no Espaço 104, e retorna, em estreia, no Teatro da Biblioteca Pública da Praça da Liberdade (o eixo do mundo).Integrando música, performance e cenas literárias, a montagem tenta olhar fundo nos olhos de nossas mais temidas insuficiências, individuais e coletivas, para resgatar os vestígios mais consistentes e resilientes de nossa humanidade e civilização.Como sabemos, não basta ser humano para ser humano, e é preciso enorme cuidado e critério para separar o monstro que nos habita e é parte de nossa identidade das eventuais monstruosidades que somos todos passíveis de protagonizar.Não há estrangeiros entre nós, nem alienígenas ou metamorfos.Existe Clarice Lispector, que nos lembra de forma firme e humilde: "eu me achava de amor inocente, apenas por não ter cometido os meus crimes".Existe Antônio Cícero, a nos repetir até a exaustão: "não ocultei o monstro, ao contrário, plantei-o no palácio..."Existe Fernando Pessoa e sua voz magistral a narrar: "o homem tremeu e disse: aqui no leme sou mais que eu... e mais que o monstrengo que minha alma teme, e gira nas trevas do fim do mundo... manda a vontade que me ata ao leme".E, sim, existe o labirinto, a vida possível, feita de muitas vidas e muitas mortes.E dentro de todas elas, a arte, esta faca cravada, esta ferida exposta, em forma de convite e provocação: venha nos assistir, venha celebrar. Rir, morrer e cantar.Cantar, sempre. Aviso: esta apresentação contém temas sensíveis.






