
13 de out · Gastronomia
O que tem na sua taça? Prestígio, classe e a hierarquia social das bebidas alcoólicas
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Sobre o evento
O PROJETOO projeto Cozinhas Revolucionárias propõe conversas sobre alimentação a partir das relações sociais, culturais e políticas que atravessam aquilo que produzimos, cozinhamos e comemos. Raça, classe e gênero orientam discussões sobre quem produz, quem cozinha, quem serve, quem pode escolher o que comer e quem tem acesso à comida.Em sua primeira edição, "Pensar o Brasil a partir das cozinhas", o projeto reúne pesquisadores, cozinheiros, escritores, produtores e outros pensadores da alimentação para discutir o país a partir das nossas formas de produzir, cozinhar e comer.SOBRE ESTE ENCONTRONeste encontro, vamos conversar sobre a cultura do beber no Brasil e pensar as bebidas alcoólicas também como marcadores sociais.O que bebemos diz alguma coisa sobre classe social? Por que algumas bebidas são associadas à sofisticação, enquanto outras carregam estigmas ligados à pobreza e à embriaguez? O que muda quando a bebida está no balcão do bar, na mesa de plástico ou em uma taça de cristal?A conversa parte dessas questões para pensar consumo, cultura, mercado e as diferentes formas como o Brasil construiu sua relação com as bebidas alcoólicas.CONVIDADASAline SmaniottoAline Smaniotto é antropóloga, sommelière de cervejas e pesquisadora, com mestrado em Antropologia Social pela Unicamp e especializações em Antropologia do Consumo, Inteligência e Pesquisa de Mercado. Atua há mais de uma década no universo das bebidas, gastronomia, comunicação e eventos, conectando pesquisa, cultura e mercado. É cofundadora da BeberÚ – Agência do Beber Brasileiro, onde desenvolve projetos voltados à cultura do beber, à sommelieria e à valorização das bebidas brasileiras. Ao longo de sua trajetória, participou da criação, produção e curadoria de projetos que aproximam bebidas, comida, território e cultura, como o Encontro Selvagem e o Caminho do Queijo Artesanal, além de atuar em consultorias, cursos, pesquisas e experiências para marcas e públicos diversos. É autora de artigos sobre bebidas fermentadas de povos originários e descolonização do paladar e coautora do Guia da Sommelieria de Cervejas.Bia AmorimBia Amorim é sommelière, especialista em bebidas e profissional de comunicação, marketing e hospitalidade, com trajetória de mais de 20 anos no universo de alimentos e bebidas. É formada pelo Senac Águas de São Pedro, pós-graduada em Gestão de Negócios em Serviços de Alimentação pelo Senac SP e sommelière pela Doemens Akademie/Senac. Desde 2012, atua à frente da Por Obséquio, desenvolvendo projetos de consultoria, curadoria, conteúdo e experiências em bebidas.É cofundadora da BeberÚ – Agência do Beber Brasileiro, onde pesquisa e desenvolve projetos sobre cultura, território e consumo de bebidas brasileiras. Foi eleita Melhor Sommelier de Cervejas do Brasil pelo Prazeres da Mesa em 2023, 2024 e 2025, é jurada de concursos nacionais e internacionais de cerveja e autora e organizadora do Guia da Sommelieria de Cervejas. Também atua na produção e curadoria de eventos gastronômicos e culturais, entre eles o Caminho do Queijo Artesanal, aproximando bebidas, comida, produtores e públicos.INSCRIÇÕESPara tornar o projeto acessível a diferentes públicos, trabalhamos com duas possibilidades de contribuição. Você escolhe o valor que melhor se encaixa na sua realidade.Valor Ideal: R$ 50,00Valor Social (1/2 entrada): R$ 25,00Os dois ingressos dão acesso ao mesmo conteúdo.Se você quer participar deste encontro, mas não dispõe de recursos financeiros no momento, é possível solicitar uma bolsa através do e-mail: camilaspolon@outlook.com.FORMATOO encontro acontecerá online e ao vivo, pela plataforma Zoom. A atividade será gravada e ficará disponível por 30 dias para todas as pessoas inscritas.Classificação indicativa: 18 anos.IDEALIZAÇÃO E MEDIAÇÃOCamila Spolon SilvaHistoriadora, escritora, ativista alimentar e pesquisadora das tradições alimentares. É pós graduanda em Cozinha Brasileira pelo SENAC SP e colunista da Xepa Ativismo. Pesquisa como as memórias alimentares atravessam nossas formas de comer e compreender o mundo.







