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14 de set · Cultura

O Rei Leão e a machosfera: Maculinidades, hierarquia e violência discursiva

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A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 55,00.

Sobre o evento

SOBRE:A cultura popular raramente é inocente. Quando O Rei Leão estreou em 1994, tornou-se uma das obras mais lucrativas e mais amadas da história da Disney. Três décadas depois, a animação — e seus desdobramentos em live action (2019) e na prequela Mufasa: O Rei Leão (2024) — revelou-se algo além de um filme infantil: convertera-se em material discursivo fundamental para um dos ecossistemas mais reacionários da internet contemporânea, a chamada machosfera.Este curso propõe uma problematização crítica dessa apropriação, investigando como uma narrativa cultural aparentemente universal é recrutada, recortada e instrumentalizada para naturalizar hierarquias de gênero, prescrever "tipos" de masculinidade e justificar relações de poder que operam, cotidianamente, como violência discursiva.Tópicos:A machosfera como máquina de significaçãoArquétipos como tipologias: a ficção científica do alpha e do betaMinorização de masculinidades e o discurso queerCapitalismo, misoginia e a monetização da masculinidadeViolência discursiva e seus reflexosUma contraleituraNão proponho censurar O Rei Leão nem negar seu valor estético e cultural. Proponho, sim, uma contraleitura sistemática das seis esferas analíticas — Mufasa, Scar, Simba, Timão/Pumba, Leoas e Savana/Ciclo da Vida — que desmonta a apropriação machosférica em três camadas: o que o filme efetivamente apresenta, como a machosfera interpreta e o que essa interpretação oculta.Problematizar a machosfera a partir de O Rei Leão é, em última instância, problematizar como a cultura popular se converte em vetor de hierarquização social — e como o pensamento crítico pode interromper essa conversão, restituindo à obra sua complexidade e à masculinidade sua pluralidade. Trata-se de desnaturalizar o regime de gênero que a machosfera instaura, recusar a essencialização das identidades masculinas e afirmar que outras masculinidades — outras performances, outros afetos, outros arranjos — são não apenas possíveis, mas já estão presentes, mesmo na narrativa que se tenta sequestrar.IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:Homem trans e negro, do subúrbio de Salvador. Autor das obras Sal a gosto (2018) e Com mãos atadas e como quem pisa em ovos (2021). Integrante das coletâneas Poemas de Amor e Guerra (2021), Corpos Transitórios (2021), Transmasculinidades Negras (2021), Transjardinagem/Transespécie (2022) e Narrativas Imprevisíveis (2023). Graduado em Letras Vernáculas com Língua Estrangeira Moderna (UFBA), Mestre em Literatura, História e Crítica (UFPR). Pesquisador de gênero, professor e poeta.INFORMAÇÕES:Data e horário: 15/09 + 17/09 das 10h às 13hValores conscientes, você paga o quanto pode no momento!Opção 01 - Mínimo: R$50Opção 02 - Intermediario: R$75Opção 03 - Ideal: R$100BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://forms.gle/4S8z62sTcsdr9tRV9Serão disponibilizadas bolsas para todes que solicitarem, até que o limite de vagas do aulão seja atingido Curso online e ao vivo, via plataforma ZoomTodas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.Classificação indicativa: 18 anos

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