29 de ago · Cultura
Oficina Direção Criativa: Arte e Ancestralidade
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Sobre o evento
Direção Criativa: Arte e Ancestralidade
Como os símbolos, as cores, as formas e os saberes ancestrais podem orientar a criação de imagens contemporâneas?
A oficina “Direção Criativa: Arte e Ancestralidade” propõe uma experiência teórico-prática sobre a construção de narrativas visuais a partir do encontro entre direção de arte, comunicação, psicodinâmica das cores e cosmovisão iorubá.
Conduzida por Fernando Leles, a atividade apresentará caminhos para compreender o sagrado como uma tecnologia ancestral de produção estética, narrativa e simbólica. A proposta é ampliar o olhar dos participantes sobre a imagem, demonstrando como cores, formas, texturas, proporções e composições podem comunicar sensações, valores, memórias e diferentes manifestações de axé.
Ao longo do encontro, serão estabelecidos diálogos entre os estudos de Modesto Farina sobre a dimensão psicológica e comunicacional das cores e os grupos cromáticos presentes na filosofia iorubá: Funfun, associado à clareza, à criação, ao equilíbrio e ao frescor; Pupa, relacionado ao movimento, ao fogo, à transformação e à vitalidade; e Dudu, ligado à profundidade, ao mistério, à germinação e à concentração de energia.
Mais do que reproduzir símbolos religiosos, a oficina convida os participantes a desenvolver uma direção criativa consciente, sensível e culturalmente situada, capaz de dialogar com a ancestralidade sem reduzir o sagrado a um recurso meramente decorativo.
O que será abordado
Introdução à direção criativa e à direção de arte;
A imagem como construção estética, narrativa e simbólica;
Psicodinâmica das cores e comunicação visual;
Temperatura, luminosidade, peso e equilíbrio cromático;
Relações entre cor, memória, emoção e percepção;
Os grupos cromáticos Funfun, Pupa e Dudu;
Cor, energia e significado na cosmovisão iorubá;
Aplicação das cores em projetos de comunicação e audiovisual;
Simetria, proporção, escala e hierarquia visual;
Formas curvas e angulares na construção de sentidos;
Representação do sagrado sem uso excessivamente literal;
Texturas, superfícies, brilho e materialidade;
Ancestralidade como referência para processos criativos contemporâneos;
Desenvolvimento de uma composição visual autoral.
Atividade prática: O Altar Visual
Na etapa prática, cada participante será convidado a criar uma composição visual, física ou digital, inspirada em um conceito abstrato relacionado ao sagrado, como proteção, justiça, caminho ou sabedoria.
A criação deverá articular uma paleta cromática, formas, texturas, símbolos e diferentes pesos visuais. Os participantes serão orientados a pensar a composição a partir da importância emocional e simbólica dos elementos, e não apenas das regras convencionais de perspectiva e organização do espaço.
O exercício permitirá aplicar os conteúdos apresentados e experimentar como uma narrativa visual pode comunicar dimensões subjetivas, espirituais e ancestrais sem depender de uma representação literal.
Como será a oficina
A atividade será dividida entre blocos teóricos e momentos práticos e participativos. Serão utilizados exemplos visuais, referências de direção de arte, exercícios de percepção e propostas de criação coletiva e individual.
O encontro priorizará a troca de experiências e a experimentação, aproximando conceitos de design, audiovisual, arte, espiritualidade e comunicação visual.
Para quem é esta oficina?
A formação é destinada a:
Estudantes e profissionais do audiovisual;
Artistas visuais e fotógrafos;
Designers e profissionais da comunicação;
Artesãos e criadores independentes;
Produtores culturais;
Empreendedores criativos;
Pessoas interessadas em direção de arte, ancestralidade e cultura afro-brasileira.
Não é necessário possuir experiência prévia em direção de arte ou design. A oficina é indicada tanto para iniciantes quanto para pessoas que já desenvolvem projetos criativos e desejam ampliar suas referências estéticas e conceituais.
Informações
Formato: presencial
Carga horária: 4 horas
Data: 29 de agosto
Horário: 09h
Local: Ponto de cultura Ilè Asé Sòpònnón
Os materiais necessários para a atividade prática serão informados previamente aos participantes inscritos.
Sobre o oficineiro
Fernando Leles trabalha com direção criativa, design e audiovisual, desenvolvendo imagens e narrativas que conectam comunicação, sensibilidade e experiência.
Sua trajetória profissional está diretamente relacionada à sua vivência religiosa, compreendendo o sagrado como uma tecnologia ancestral de construção estética, narrativa e presença. Em seus processos criativos, investiga como símbolos, rituais, cores e diferentes formas de perceber o mundo podem orientar a produção de imagens contemporâneas.
Nesta oficina, Fernando compartilha caminhos para pensar a direção criativa a partir da ancestralidade, estabelecendo relações entre comunicação visual, experiência religiosa, composição e produção de sentidos.
Participe e descubra novas possibilidades para criar imagens que não apenas sejam vistas, mas que carreguem presença, memória, intenção e significado.







