
04 de nov · Cultura
Pensamento negro radical: modos de conhecer, habitar e re/inventar o mundo
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A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 55,00.
Sobre o evento
SOBRE“Negro é um rio que escreve em muitas temporalidades. Nossa escrita é hidrográfica.” — Cíntia GuedesO que chamamos de pensamento negro radical não constitui uma tradição homogênea, tampouco um repertório fechado de autorias, conceitos ou métodos. De diferentes lugares do mundo, estamos re/construindo um campo de pensamento produzido em meio às condições históricas da escravidão, da colonização e da racialidade, mas também através das incontáveis práticas de recusa, fuga, imaginação, criação e sobrevivência inventadas por populações negras e nativas para habitar um mundo organizado contra suas existências.O que o pensamento negro torna possível pensar se não tomarmos o mundo como nos foi dado a conhecer como a única forma possível de se relacionar com o cosmos?Em dois encontros, propomos uma conversa atravessada por diferentes geografias, temporalidades e formas de produção de conhecimento negro, partindo das relações entre corpo, território, história e diáspora para pensar como a experiência negra desorganiza noções estáveis de conhecimento, pertencimento, humanidade e tempo.Como, onde, quando, com quem e por que conhecemos o que conhecemos?Que formas de conhecer foram desautorizadas, que relações sustentam nossos modos de produzir conhecimento e que métodos precisamos inventar quando aqueles que recebemos não dão conta de nossas perguntas?A partir de autorias como Beatriz Nascimento, Denise Ferreira da Silva, Sylvia Wynter, Katherine McKittrick, Linda Tuhiwai Smith, Hortense Spillers, Dionne Brand, Fred Moten & Stefano Harney, Marquis Bey, dentre outres, atravessaremos diferentes formulações do pensamento negro radical sem procurar organizá-las em uma genealogia única, acompanhando suas aproximações, tensões e desvios.OBJETIVOSO curso busca apresentar o pensamento negro radical como um campo heterogêneo de produção intelectual, estética e política; investigar as relações entre corpo, território, diáspora, memória e produção de conhecimento; compreender criticamente as relações históricas entre colonialidade e regimes modernos de conhecimento; aproximar teoria e prática sem estabelecer uma hierarquia entre ambas; discutir recusa, fugitividade e imaginação como práticas de criação e produção de mundo; e experimentar o estudo coletivo como prática de emancipação intelectual.PÚBLICO-ALVOAberto a pessoas que trabalham com arte, pesquisa, estudam, ensinam, fazem cultura e demais pessoas interessadas em pensamento negro, práticas anticoloniais e produção de conhecimento. Não é necessária formação prévia ou familiaridade com as autorias discutidas.ENCONTRO 1 — Corpo, território, história: como habitar um mundo que não nos pertence?04 de novembroENCONTRO 2 — Modos de conhecer, práticas de recusa e invenção05 de novembroIDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:viníciux da silva é artista, escritora e tradutora, trabalha com arte contemporânea, pensamento negro-trans/travesti radical, epistemologias feministas negras, anarquismos transviados e cinema negro experimental. Autora de "Fragmentos do Porvir" (2022) e "BALAIO" (2025). Coordena o Laboratório de Estudos Anticoloniais (Leac) e faz a redação de conteúdo da Brava.INFORMAÇÕES:Data e horário: 04/11 + 05/11 das 19h às 21hValores conscientes, você paga o quanto pode no momento!Opção 01 - Mínimo: R$50Opção 02 - Intermediario: R$75Opção 03 - Ideal: R$100BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://forms.gle/4S8z62sTcsdr9tRV9Curso online e ao vivo, via plataforma ZoomTodas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.Classificação indicativa: 18 anos







