
09 de out · Negócios e Carreira
Provando a floresta: experiência com João Neto
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A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 1.430,00.
Sobre o evento
O lugar que me provou que regeneração é possível!Venha para o feriado prolongado na fazenda do João Neto, em Mococa (SP) provando de perto uma floresta que produz café, comida e água há 36 anos.Parece até que ele faz tudo que estamos acostumados, ao contrário, o café é produzido na sombra, o gado vive na floresta, e as sementes não são plantadas em canteiros. Nessa experiência, você não vai só ver, mas também provar que esse sistema regenerativo funciona. João Neto passou 36 anos deixando essa floresta crescer no lugar onde antes só tinha monocultura.Hoje, ele quase não planta. os animais comem os frutos, espalham as sementes, e a floresta se refaz, é o ciclo da regeneração que podemos ver, tocar, sentir, comer…A fazenda passou de uma produtora de café para café especial, além de banana, cogumelos, macaúba, jussara, mangará, muitas e muitas comidas, inclusive algumas desconhecidas. Ele chama tudo isso de agricultura da grande natureza porque é ela que faz acontecer, ele só colhe. Faz doze anos que eu visito essa fazenda, e foi ali que eu vi a regeneração da forma mais completa, e para comemorar esse ciclo, o João decidiu que estava na hora de mais gente vir conhecer. Por isso, aqui fica o convite para um encontro de muitas provas e sabores entre os dias 9 e 12 de outubro: um grupo pequeno, 3 dias dentro da fazenda, com ele e a filha dele, a Malu.Em primeiro lugar, a floresta!Sua sombra, cheiros, colheitas, solo, e muita conversas e aprendizados direto com João Neto, Malu, e Vivi Noda. E claro, o café que cresce no meio da mata. Banana que abre o caminho para a floresta começar, e que ainda dá palmito, coração de bananeira, flor de palmeira. PANCs e folhas que a maioria das pessoas nunca pôs no prato.A semente de café jogada a lanço, do jeito que o João faz, deixando os bichos espalharem o resto. O açude, a cachoeira, a água que o sistema devolve.Vamos provar, nos dois sentidos. Provar a comida que a floresta dá. E provar no sentido de ver de perto que o sistema funciona. Como serão os dias:Sexta, à noite: Chegada e apresentação.Sábado: A manhã começa com café da manhã e conversa com o João contando a história da fazenda e da floresta. De tarde, a caminhada pelas áreas com ele e a Malu, o sistema em vários estágios. Aproveitamos para colher pelo caminho: banana e suas riquezas (palmito, coração de bananeira, flor de palmeira), PANCs, o que a floresta estiver dando. À noite, jantar com o que foi colhido.Domingo: De manhã: o plantio a lanço, a semente jogada na floresta do jeito que o João faz. De tarde, o açude de caiaque, a cachoeira. Sem pressa.Segunda: Teremos a jornada do café, do pé à xícara, e a prova. A roda de despedida antes de cada um pegar a estrada.Todos os dias: o café da manhã, almoço e jantar estão inclusos. A gente ouve todo dia que o futuro é sombrio. E quem trabalha com isso convive com informações ainda mais perturbadores em relatórios, metas, promessas, palestras porque já tem muita gente falando sobre regeneração, mas pouquíssima prática.Só que a floresta não é um problema a ser resolvido longe da gente. Ela pode crescer junto com quem produz. A união ser humano + floresta, faz muito sentido. Um estudo na Nature Climate Change apontou as agroflorestas como potencialmente a maior contribuição da agricultura para o clima, árvores e comida no mesmo lugar, carbono no solo, água que volta. No papel, é promissor. O problema é que quase ninguém viu uma pronta.Essa fazenda é uma que ficou pronta. Décadas de floresta madura, produzindo, de pé, um sistema que já rodou o ciclo inteiro. Caminhar dentro dela desperta algo dentro da gente, e abre a imaginação. De repente dá pra enxergar isso no seu quintal, na sua cidade, na terra de quem você conhece, ou até mesmo, influenciando a forma como você vê o mundo, independente de viver perto da terra. E aqui eu quero destacar que o João é referência nacional, mas não dá curso online nem palestra, quem quer aprender vai até a fazenda. É a única forma.É isso que eu quero que você veja: não mais uma fala sobre regeneração, e sim, o lugar onde deu certo.3 noites de hospedagem na fazenda;Todas as refeições, preparadas lá mesmo com o que a fazenda produzAs caminhadas, as colheitas e a prova de café conduzidas por elesA semeadura a lanço, pra quem quiserAcesso ao açude, à cachoeira.Roupa de camaPara quem fizer a inscrição antecipada, teremos uma conversa pré viagem online.Não incluso: transporte até a fazenda.A hospedagem é na sede e nos chalés da fazenda, em quartos compartilhados com outras pessoas do grupo, e a maioria das vagas é em cama de solteiro.Quem vem em dupla e quer dividir a cama, existe possibilidade de quarto privativo, a depender da disponibilidade de quartos no momento da reserva.É uma fazenda de verdade, com conforto simples e cuidado. Os quartos da sede têm banheiro na suíte; os chalés têm banheiro dentro da casa, compartilhado entre o quarto.A fazenda fica em Igaraí, distrito de Mococa, no interior de São Paulo, a cerca de 20 km do centro da cidade e a uns 270 km da capital. É possível ir de carro, e dá pra combinar carona com o grupo: assim que as inscrições fecharem, monto um grupo de WhatsApp pra gente se organizar. Também dá pra vir de ônibus até Mococa, e a gente busca na rodoviária.Preciso entender de agricultura pra aproveitar?não. tudo é explicado no lugar, por quem faz. você chega sabendo o que sabe e sai entendendo o sistema.Posso ir sozinho?pode. o grupo é pequeno e as refeições e caminhadas são em conjunto, dá tempo de sobra pra conhecer todo mundo.E se eu tiver restrição alimentar?me avise depois da inscrição que a gente organiza.Tem sinal de celular e internet?tem sim, principalmente Vivo, mas é fazenda, o sinal pode oscilar. Eu sou a vivi nodaTrabalho com comunicação de regeneração, clima e sistemas alimentares, e foi o João Neto quem me fez olhar pra isso pela primeira vez, faz doze anos.Já cheguei nessa fazenda animada, já cheguei descrente do mundo. E toda vez o João tinha alguma coisa pra me mostrar que me fazia acreditar de novo. É essa experiência que quero compartilhar com vocês.







