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27 de ago · Cultura

Sylvia Plath - EUA - A Redoma de Vidro

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Sobre o evento

Sylvia Plath: Subjetividade, Silêncio e Pressão Social 27 de agosto — Apresentação 24 de setembro — Debate Sylvia Plath (1932–1963) é uma das figuras centrais da literatura norte-americana do século XX. Poeta e romancista, sua obra tornou-se referência incontornável por explorar, com intensidade e precisão, temas como identidade feminina, sofrimento psíquico, expectativas sociais, linguagem e silêncio. Inserida no contexto do pós-guerra nos Estados Unidos, Plath escreveu a partir de uma experiência profundamente marcada pelas exigências impostas às mulheres: sucesso acadêmico, casamento, maternidade e estabilidade emocional, em um ambiente que pouco admitia a fragilidade, a dúvida ou o colapso. Sua escrita recusa a idealização e aposta na exposição crua da subjetividade, transformando a literatura em espaço de confronto com normas sociais e afetivas. Ao longo do tempo, Sylvia Plath consolidou-se como uma autora fundamental para pensar a relação entre literatura, gênero e saúde mental, influenciando gerações de leitores e escritoras em todo o mundo.   A Redoma de Vidro: Quando o Mundo Perde o Ar A redoma de vidro é um romance de forte cunho autobiográfico que acompanha a trajetória de Esther Greenwood, uma jovem brilhante que, diante das pressões sociais e das expectativas alheias, vê sua vida gradualmente sufocar sob uma sensação de clausura e inadequação. A “redoma” que dá título ao livro funciona como metáfora do isolamento psíquico, da depressão e da dificuldade de comunicação com o mundo exterior. Ao narrar o processo de adoecimento da protagonista, Sylvia Plath expõe as contradições de uma sociedade que exige sucesso e normalidade, mas silencia o sofrimento. Com uma prosa clara, incisiva e profundamente perturbadora, o romance convida o leitor a refletir sobre saúde mental, identidade feminina, liberdade e linguagem, mantendo-se atual e necessário décadas após sua publicação. A redoma de vidro não oferece soluções fáceis, mas abre espaço para uma escuta atenta das dores que muitas vezes permanecem invisíveis.  Bem-vindo ao Entrelaçando Letras e Culturas — 2026O Entrelaçando Letras e Culturas convida você para mais um ano de encontros dedicados ao poder transformador da literatura e às conexões culturais que atravessam fronteiras, línguas e experiências humanas.Em 2026, nosso percurso literário será conduzido por autoras das Américas, em uma travessia por todo o continente americano, explorando romances, contos, cartas e poesia. Ao longo do ano, além da leitura e do debate, o clube também se afirma como espaço de produção cultural, com obras traduzidas por nossa equipe.Autoras das Américas: Vozes, Memórias e Escritas do FemininoO ciclo 2026 reúne escritoras que transformaram e continuam transformando a literatura ao abordar temas como memória, identidade, corpo, violência, afetos, colonialidade e linguagem. De narrativas de formação a contos de horror social, de romances metaficcionais a cartas históricas e poesia, o Entrelaçando propõe um diálogo profundo entre texto, contexto e leitor, sempre com mediação crítica e ambiente acolhedor.

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