
29 de ago · Teatro
Travessia
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A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 23,99.
Sobre o evento
SINOPSEEste espetáculo nasce do encontro com histórias silenciadas, vividas entre paredes de um asilo e ecos de uma sociedade que não sabe — ou não quer — escutar. Em meio ao abandono e à sensação de inutilidade, algo insiste em permanecer vivo: o sonhoA obra investiga as rupturas entre gerações e questiona a pressa dos jovens frente à espera dos mais velhos. Não busca respostas fáceis, mas tensiona a forma como lidamos com o envelhecimento: como se ele fosse o fim de um trajeto, e não o início de uma outra caminhada.Aqui, o palco é espaço de resistência, de memória e de reinvenção. Porque enquanto houver sonho, ainda há o que dizer. E talvez o que esteja faltando não seja tempo — mas escuta.FICHA TÉCNICAEspetáculo | TravessiaRoteiro & Texto | Gislaine MendesGênero | Drama (com Comédia)Duração | 45 minutosClassificação | a partir de 12 anosAdaptação & Direção | Thiago ReimbergProdução | tocARte Cia. Teatral (@ciatocarte)Figurino | Sandra CrobelattiDesenho de Luz | Thiago ReimbergELENCOFelix Liebrecht | como RuiLuiz Roberto Farias | como RenéSandra Crobelatti | como VirginiaHISTÓRICO DA AUTORAGislaine Mendes, atriz formada pela Recriarte Escola de Arte e Comunicação, atuou em diversas montagens teatrais em diferentes companhias. É também bailarina e possui experiência nas artes circenses, integrando múltiplas formas de expressão corporal em sua pesquisa artística.Como dramaturga, reúne essa vivência construindo narrativas que investigam o corpo e a potência criativa e poética.SOBRE O DIRETORThiago Reimberg é ator, dramaturgo, diretor e Licenciado em Teatro pela Universidade Federal da Paraíba. É pesquisador de Teatro Negro e cofundador da Trupe Alurô. Além disso, também possui formação como artista de voz e dublador.Há 10 anos ininterruptos vem explorando sua potência no campo teatral, tendo sido estagiário na Cia. Paideia de Teatro (SP) e participado de espetáculos como “Vamos para Escola!”, ganhador dos prêmios APCA 2018 - Teatro Infantojuvenil, Grande Prêmio da Crítica e Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem - Categoria Especial. Participou também do espetáculo “KREIDEKREIS”, espetáculo bilíngue (Português/Alemão) em parceria com o GRIPS Theater (Berlim, Alemanha).Atuou como dramaturgo e diretor do espetáculo infanto-juvenil “A Concha e a Sopeira”, vencedor de 13 prêmios, incluindo melhor direção e melhor espetáculo. O espetáculo também integrou a programação do XVIII Festival Internacional Paideia de Teatro.A PESQUISA E OS MOTIVOS DE FAZÊ-LAAo longo de nossa pesquisa sobre o envelhecimento, buscamos compreender o distanciamento entre como o idoso percebe a si mesmo – no presente e em seu futuro – e a visão que a sociedade, muitas vezes, projeta sobre ele. Em uma das fases do estudo, visitamos um asilo e nos deparamos com sentimentos marcantes: a sensação de estarem “descartados”, esquecidos por uma sociedade que valoriza excessivamente a juventude e o desempenho físico. Muitos idosos expressaram um sentimento de inutilidade, como se sua participação ativa na vida tivesse sido encerrada.Mas, ao mesmo tempo, algo muito forte se revelou: o sonho permanece. Os olhos brilhavam ao falar de desejos, de vontades não realizadas, de ideias que continuam vivas, embora muitas vezes ignoradas ou desacreditadas. A questão não é a ausência de sonhos – é a ausência de permissão, de espaço e de incentivo para continuar sonhando.Optamos por essa pesquisa porque sentimos na pele a transição entre gerações. Estamos em um momento em que refletimos sobre o que é envelhecer – em nossos familiares, em nós mesmos. E o que mais salta aos olhos (e ao coração) é a falta de interação entre as gerações. A juventude corre, o idoso espera. Mas por que não andar juntos?Envelhecer não deveria ser sinônimo de limitação, mas de transformação. A energia antes investida no físico pode agora alimentar projetos criativos, relações mais profundas, trocas de saberes.O que falta muitas vezes não é tempo, mas oportunidades: de se sentirem úteis, de terem autonomia, de poderem fazer escolhas e seguirem sonhando – como qualquer pessoa.Nosso objetivo com este trabalho é, acima de tudo, despertar consciência. Trazer à luz o contentamento possível na velhice, que nasce do reconhecimento, da escuta, do respeito. Mostrar que o idoso ainda pode – e deve – ser protagonista de sua própria história. A idade não encerra sonhos; apenas os convida a florescer de um novo jeito.Afinal, todos estamos nessa travessia. E construir pontes entre gerações pode ser o caminho mais bonito e necessário para um futuro mais humano e mais inteiro para todos.MUITO IMPORTANTEAtenção aos horários: as apresentações começam pontualmente às 20h (29/08) e às 19h (30/08). Não haverá tolerância para atrasos; não será permitida a entrada no teatro após os horários informados acima. Recomendamos chegar ao teatro com pelo menos 15 minutos de antecedência.







