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18 de ago · Cultura

Um Olhar para o Sagrado: Introdução à Linguagem Fotográfica no Contexto do Terreiro

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Sobre o evento

Um Olhar para o Sagrado: Introdução à Linguagem Fotográfica no Contexto do Terreiro Como a fotografia pode registrar o sagrado sem romper seus limites, seus mistérios e os direitos das pessoas e comunidades fotografadas? A oficina “Um Olhar para o Sagrado: Introdução à Linguagem Fotográfica no Contexto do Terreiro” propõe uma aproximação sensível e prática com os fundamentos da fotografia, articulando técnica, memória, ancestralidade, espiritualidade e responsabilidade ética. Ao longo do encontro, os participantes serão apresentados a conceitos básicos de composição, enquadramento, iluminação e narrativa visual. Esses elementos serão trabalhados a partir das experiências cotidianas e das relações construídas nos espaços de terreiro, compreendendo a fotografia não apenas como registro, mas como instrumento de preservação da memória coletiva, fortalecimento da identidade e valorização das tradições de matriz africana. A atividade também promoverá uma reflexão sobre os limites da produção de imagens em espaços religiosos. Serão discutidas questões como consentimento, respeito aos fundamentos das comunidades, responsabilidade de quem fotografa e preservação dos conhecimentos que não devem ser expostos ou divulgados. O que será abordado Fotografia como forma de expressão, comunicação e construção de memória; Fundamentos básicos da linguagem fotográfica; Composição e organização dos elementos dentro da imagem; Enquadramento, planos e escolhas do que será mostrado; Uso da luz natural e artificial; Desenvolvimento da observação e do olhar fotográfico; Fotografia, espiritualidade e ancestralidade; Representação dos elementos materiais e simbólicos do sagrado; Construção de narrativas visuais pessoais e coletivas; Ética da imagem em contextos religiosos; Consentimento, limites do registro e responsabilidade de quem fotografa; Leitura, interpretação e compartilhamento de imagens. O conteúdo será desenvolvido de forma acessível, sem exigir conhecimentos prévios ou equipamentos profissionais. Os participantes poderão realizar as atividades utilizando celular ou a câmera que tiverem disponível. Atividade prática Durante a oficina, haverá um exercício de observação e produção fotográfica. Os participantes serão convidados a identificar, em seus próprios espaços de convivência, elementos, objetos, situações ou símbolos relacionados ao sagrado, à memória, à espiritualidade e à ancestralidade. A proposta é estimular cada pessoa a construir uma narrativa visual própria, exercitando a atenção, a sensibilidade estética e a percepção do sagrado presente no cotidiano. Após a produção das imagens, será realizado um momento de compartilhamento e reflexão coletiva, respeitando a decisão de cada participante sobre apresentar ou não seus registros. Para quem é esta oficina? A formação é destinada a jovens, adultos, integrantes de comunidades tradicionais, membros de terreiros, artistas, fotógrafos iniciantes, estudantes e demais pessoas interessadas em fotografia, expressão visual, memória, ancestralidade e registro de experiências espirituais. Não é necessário possuir experiência anterior em fotografia. O conteúdo será adaptado aos diferentes níveis de conhecimento, priorizando a acessibilidade, a escuta, o acolhimento e o respeito aos saberes tradicionais. Informações Formato: on-line, pelo Google Meet Duração: entre 2 e 3 horas Data: 19 de agosto Horário: 19h Equipamento necessário: celular, câmera fotográfica ou outro dispositivo disponível para produção de imagens Sobre as oficineiras Maiara Alves Maiara Alves é arquiteta, fotógrafa e produtora musical. Atua na criação e na direção artística de projetos que transitam entre espaço, imagem e som, explorando diferentes formas de percepção e construção de narrativas sensoriais. Na arquitetura, desenvolve trabalhos relacionados ao pensamento espacial, às relações entre o humano e o simbólico e à produção de mídias arquitetônicas, como imagens e vídeos renderizados. Na fotografia, investiga o olhar como ferramenta de memória, presença e leitura do cotidiano, trabalhando com iluminação natural e controlada. Na música, desenvolve os projetos Oraculum e Onira, voltados à música eletrônica experimental, às atmosferas imersivas, à percepção sonora e à expansão da consciência. Sua produção integra forma, luz e som como linguagens complementares, compreendendo a arte como possibilidade de dar corpo ao invisível, significado ao sensível e expressão à fé. Marjorie Pinheiro Marjorie Pinheiro é artista visual, fotógrafa e realizadora audiovisual, residente em Belo Horizonte. Atua com o registro audiovisual de povos e comunidades tradicionais pela UFMG, desenvolvendo trabalhos ligados à documentação, à organização de imagens e sons, à construção cromática e à finalização de materiais audiovisuais. Sua pesquisa artística aborda afeto, ancestralidade, família, cultura negra e suas subjetividades. Na pintura, trabalha sensações, vivências pessoais, experiências de axé e as transformações produzidas pelas religiões de matriz africana em sua percepção como artista. Na fotografia, registra festas públicas e manifestações culturais, buscando imagens marcadas pela alegria, pelas cores, pela presença comunitária e pelas relações de troca. Seu trabalho valoriza especialmente a escuta de mestras, mestres e pessoas mais velhas, reconhecendo a oralidade como fonte de conhecimento, memória e transmissão de ensinamentos. Participe desta experiência de observação, criação e reflexão sobre os modos de perceber, registrar e preservar o sagrado por meio da fotografia.

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