Um Tempo Chamado Yayá
Como nesse momento a Cia. Coexistir de Teatro não tem patrocínio, gostaríamos de sugerir uma contribuição espontânea para apoiar os artistas e a produção. PIX: CNPJ 27254878000100 - Somah Serviços Artísticos e Treinamentos LtdaO espetáculo Um Tempo Chamado Yayá conta a trágica história de uma mulher confinada em sua casa. A montagem aborda a vida de Dona Yayá, herdeira reclusa em um casarão no centro de São Paulo, e discute questões de saúde mental, gênero e patrimônio cultural por meio da itinerância do público em uma imersão sobre o desequilíbrio mental e suas questões.Sob a direção e texto de Patrícia Teixeira e com a colaboração das atrizes da Cia. Coexistir de Teatro, o espetáculo Um Tempo Chamado Yayá mergulha na trajetória de Sebastiana de Mello Freire (1887-1961), conhecida como Dona Yayá, herdeira de uma grande fortuna, confinada em uma casa devido a problemas de saúde mental.Dona Yayá nasceu em 21 de janeiro de 1887 em uma família paulista aristocrática marcada por tragédias. Órfã desde os 13 anos, foi tutelada pelo senador de São Paulo, Manuel Joaquim de Albuquerque Lins, e internada em um hospital psiquiátrico em 1919 devido a desequilíbrios emocionais. Posteriormente, recebeu tratamento em casa, onde viveu reclusa até sua morte em 1961. A obra destaca a relevância de abordar a saúde mental levando em conta o contexto cultural e social, ressaltando a contribuição das mulheres na luta contra estigmas e desigualdades. “Entrar em contato com a história de Dona Yayá é debruçar-se de forma crítica, cuidadosa e atenta sobre o que foi feito de fato com essa mulher. Por meio do teatro, mediamos e compartilhamos questões relacionadas à história e memória da institucionalização, considerando como as questões de gênero se articulam com a loucura e não esquecendo que o manicômio é a forma na qual o estado se relaciona com a sociedade”, reflete Patrícia Teixeira.Para a diretora, a luta por uma sociedade sem manicômios é uma luta por direitos humanos. “Estarmos diante da história de Dona Yayá é também estarmos diante de tantas Yayás no processo histórico que nos leva a compreender as estruturas a partir do conceito de gênero.Tempos nos quais a mulher sempre foi rechaçada, cobrada, punida, desqualificada, diminuída, discriminada e abusada. Abordar esse tema é, ao mesmo tempo, denunciá-los e nos fazer refletir sobre a necessidade de interseccionar a discussão da saúde mental com as questões de gênero, classe e raça”, afirma.Ficha técnica:Dramaturgia e Direção Geral: Patrícia Teixeira. Elenco: Alana Carvalho, Gabriela Pietro, Gislaine Mendes, Janaína Reis, Lia Xavier, Natália Duzzi, Onil Mello Jr, Sandra Crobelatti, Silvia Fuller. Preparação Corporal: Gislaine Mendes. Preparação Vocal: Fernando Gabriel. Iluminação: Beato Ten Prenafeta e Lu Maya. Figurinos e Adereços: Wilson Ranieri. Caracterizador: Beto França. Comunicação Digital: ho.ko Comunicação. Designer: Lucas Sancho. Direção de Produção: Patrícia Teixeira. Fotografia: Beto Garavello. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli. Produção Geral: Cia Coexistir de Teatro. Realização: Cia Coexistir de Teatro e Governo do Estado de São Paulo.Serviço:Um Tempo chamado YayáDuração: 1h30Classificação: 14 anosCurta temporada: De 06 de novembro a 11 de dezembro - Sextas-feiras às 20h.Centro de Preservação Cultural da USP/Casa de Dona YayáR. Maj. Diogo, 353 - Bela Vista, São Paulo - SP, 01324-001
Datas e ingressos
06 de nov · 20:00 às 22:00Ver preçosNa SymplaLocal
CPC USP - Casa de Dona YayáSão Paulo · SPComo chegarInformações
- Data
- sexta-feira, 6 de novembro às 20:00
- Horário
- 20:00 às 22:00
- Vendido por
- Sympla
- Estilo
- Teatro
- Cidade
- São Paulo, SP







