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29 de set · Cultura

Usos da raiva: A escrita como práxis insurgente de resistência

Comprar · a partir de R$ 30,00

A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 33,99.

Sobre o evento

SOBRE:“Minha reação ao racismo é a raiva”- Audre Lorde Audre Lorde nos convida a falarmos sobre o que sentimos. O tesão, o medo, a raiva, a revolta. Temas tão caros para nós enquanto pessoas LGBTQIA+ e racializadas.Há muitas coisas que não nos foram permitidas, nossa fala sempre foi disputada e há os projetos de silêncios. Os projetos de silêncio nos desumaniza, como nos mostra Lélia Gonzalez, somos infantilizados, narrados e falados pelo outro, ela reivindica que “O lixo agora vai falar, e numa boa!” falar é um ato subversivo.Grada Kilomba trazendo a metáfora da máscara de flandres nos faz refletir como o ato de falar nos humaniza e retira as possibilidades de expressar nossas ideias e gritos, é um modo de nos destituir do nosso lugar de sujeitas.É pensando em todos os não-ditos ou mal-ditos que organizamos esse encontro, temas que ainda ainda precisamos elaborar, como os desejos, medos e raiva. Em uma sociedade que nos ensina a silenciar e acatar, usar nossa raiva como produto criativo é revolucionário. A raiva direcionada é potência de vida e é literária, a raiva elaborada nos permite pensar as angústias e as glórias, a raiva sentida e elaborada por nós, nos tira do lugar de pretas raivosas colocadas pela branquitude e nos coloca no lugar de sujeitas que fazem da raiva o motor para existência que outrora foram vilipendiadas.Audre Lorde nos diz que quando nos definimos, não permitimos que outros falem por nós, que nos defina. E é pensando essa auto-definição, ancorada na teoria feminista, que buscamos nesse encontro pensarmos narrativas sensíveis de raiva e amor, motores de uma escrita criativa que vem da nossa escrevivência.Nesse curso iremos pensar arte, fala, escrita e os sentimentos que as motivam. Portanto, evocar os usos da raiva como práxis  insurgentes de resistência e negridade diante dos vestígios da escravização.IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:Bruna Santiago (@leituraspretas)Historiadora. Mestre em História. Doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal de Sergipe. Pesquisadora das relações de raça e gênero no Brasil e nos Estados Unidos. Autora do livro "O pensamento de Angela Davis: Perspectivas de liberdade e resistencia"Claudia Kathyuscia (@claudinha_kbj)Uma doutora negra queer em ciências sociais, socióloga e professora efetiva da rede estadual de ensino de Alagoas. Escritora e colunista do site NãoMeKahlo.INFORMAÇÕES:Datas e horários: 29/09, das 19h às 22hValores conscientes, você paga o quanto pode no momento!Opção 01 - Mínimo: R$30Opção 02 - Intermediario: R$50Opção 03 - Ideal: R$75BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://forms.gle/4S8z62sTcsdr9tRV9Curso online e ao vivo, via plataforma ZoomTodas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.Classificação indicativa: 18 anos A sua contribuição voluntária ajuda a sustentar a estrutura, remunerar colaboradories e garantir que o acesso continue gratuito para todes. Cada valor oferecido ajuda a cobrir custos de produção, remuneração justa para quem idealiza e facilita os cursos, além de permitir que continuemos oferecendo formações críticas, acessíveis e comprometidas com a transformação social.

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