
22 de ago · Cultura
Historias Nagôs- Memórias Negras no Planalto Central- Aula Show
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Sobre o evento
HISTÓRIAS NAGÔS – MEMÓRIAS NEGRAS NO PLANALTO CENTRALAula-show leva performance, memória e arte de trançar para CeilândiaNo dia 22 de agosto, aàs 18h, no Instituto Mãe África (IMAF), a pesquisadora-artista Layla Maryzandra apresenta uma experiência que atravessa memória familiar, ancestralidade, migrações negras e os saberes das trancistasO que uma trança pode contar sobre uma família, um território e uma cidade?É a partir dessa pergunta que nasce “Histórias Nagôs – Memórias Negras no Planalto Central”, aula-show e performance da pesquisadora-artista Layla Maryzandra, que acontece no dia 22 de agosto de 2026, no Instituto Mãe África (IMAF), em Ceilândia.A ação integra a contrapartida do projeto TRANÇAS NO MAPA contemplado pela Lei Paulo Gustavo (LPG) e propõe uma experiência que aproxima arte, pesquisa, memória, oralidade e a arte de trançar.Em cena, Layla parte de sua própria trajetória e de sua pesquisa para percorrer histórias que conectam o Quilombo Damásio, suas memórias familiares e os deslocamentos de populações negras que também fazem parte da formação do Planalto Central e da construção de Brasília.A narrativa atravessa diferentes tempos e territórios. Fragmentos de arquivos familiares, imagens, mapas, registros e elementos encontrados ao longo de sua pesquisa aparecem projetados no espaço, enquanto a artista constrói, diante do público, uma narrativa sobre ancestralidade, migração, corpo, cabelo e memória.No centro dessa experiência está a trança nagô.Mais do que uma técnica, ela aparece como linguagem e como possibilidade de pensar os caminhos pelos quais conhecimentos, histórias e modos de fazer atravessam gerações. O gesto de separar, cruzar e entrelaçar os fios conduz a uma reflexão sobre as próprias tramas que formam famílias, territórios e comunidades negras.A pesquisa sobre as trancistas negras do Distrito Federal se encontra, assim, com uma dimensão autobiográfica: olhar para as histórias encontradas durante o percurso também significa retornar às histórias que formam a própria pesquisadora.“Histórias Nagôs” propõe um encontro entre arquivo e presença, memória e corpo, pesquisa e criação artística. Uma experiência para quem se interessa pelas histórias negras do Distrito Federal, mas também para quem deseja experimentar outras formas de olhar para a cidade, para a ancestralidade e para os saberes que permanecem vivos nas mãos de quem trança.A escolha de Ceilândia também é parte dessa narrativa. Território marcado por intensos processos de migração e por uma forte produção cultural negra, Ceilândia foi um dos territórios de grande presença no mapeamento desenvolvido pela pesquisa. É nesse território que a experiência será compartilhada com a comunidade, no Instituto Mãe África (IMAF), organização que atua na valorização e disseminação da cultura afro-brasileira e no fortalecimento comunitário por meio de ações culturais e formativas.A aula-show é um convite aberto à comunidade, a pesquisadores, artistas, educadores, trancistas, crianças, jovens e mulheres negras, e a todas as pessoas interessadas em conhecer uma experiência artística que parte de uma pesquisa sobre tranças para falar também sobre família, território, deslocamento e memória.Porque, às vezes, para contar uma história, é preciso começar pelos fios.Ação de contrapartida de projeto contemplado pela Lei Paulo Gustavo (LPG).Projeto financiado pela Fundação Banco do Brasil e pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.






