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27 de ago · Saúde e Bem-estar

II Fórum Estadual de Gestão Condominial - Patrimônio, Engenharia, Segurança e Futuro

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Sobre o evento

Dos desafios humanos aos ativos complexos: a gestão condominial também está em evoluçãoO primeiro Fórum Estadual de Gestão Condominial colocou as pessoas no centro do debate. Relações, convivência, responsabilidades, liderança e tomada de decisão mostraram que nenhum condomínio funciona adequadamente sem pessoas preparadas para administrar interesses, enfrentar conflitos e construir soluções coletivas.Esse fundamento permanece.No entanto, à medida que os edifícios evoluem em altura, tecnologia, valor e complexidade, também aumentam as responsabilidades de quem os administra. Ao mesmo tempo, condomínios construídos em outros períodos precisam atualizar estruturas, instalações e equipamentos para continuar seguros, funcionais e valorizados.Por isso, o II Fórum Estadual de Gestão Condominial amplia a discussão: das pessoas que fazem a gestão para os ativos que elas precisam operar, proteger, modernizar e preservar.Patrimônio, Engenharia, Segurança e Futuro dos CondomíniosSanta Catarina vive uma transformação imobiliária que já pode ser percebida na paisagem, na valorização dos imóveis e na sofisticação dos empreendimentos.Balneário Camboriú e Itapema tornaram-se referências nacionais em verticalização, engenharia e construção de edifícios de grande altura e elevado valor patrimonial. Florianópolis reúne condomínios sofisticados, inovação, sustentabilidade e novas demandas urbanas. Joinville acrescenta a esse cenário sua cultura de eficiência, tecnologia, governança e gestão profissional.Essa transformação, porém, não envolve apenas os novos empreendimentos.O estado também possui um amplo patrimônio condominial construído em outros períodos. São edifícios que continuam fazendo parte da vida e da paisagem das cidades, mas cujos sistemas, instalações e estruturas precisam ser avaliados diante das exigências atuais de segurança, desempenho, acessibilidade, eficiência, conectividade e uso.São realidades diferentes, conectadas por uma mesma questão:Como preparar as pessoas, os processos e a gestão para operar os novos empreendimentos e atualizar, com responsabilidade, os condomínios já existentes?Um condomínio contemporâneo não é apenas um espaço compartilhado por moradores. É um sistema formado por estruturas, equipamentos, contratos, dados, profissionais, fornecedores, riscos e responsabilidades que precisam funcionar de maneira integrada.Nos novos empreendimentos, a entrega das chaves encerra uma etapa da construção e inicia outra igualmente decisiva: a operação permanente do condomínio.A partir daquele momento, começa o desafio de preservar o patrimônio, manter o desempenho dos sistemas, garantir a segurança, organizar contratos, acompanhar garantias, planejar investimentos e sustentar o valor do ativo ao longo do tempo.Nos condomínios antigos, o desafio assume outra forma: identificar o que precisa ser modernizado, estabelecer prioridades e criar condições técnicas, financeiras e coletivas para realizar as intervenções necessárias.Novos ativos e condomínios que precisam ser atualizadosOs empreendimentos novos chegam ao mercado com sistemas cada vez mais sofisticados. Entretanto, a operação desses ativos exige documentação adequada, treinamento, planejamento, fornecedores qualificados e uma transição bem estruturada entre quem constrói e quem passa a administrar.Quem projeta e constrói detém o conhecimento técnico do empreendimento. Quem administra passa a conviver diariamente com seus sistemas, exigências e riscos.Quando essas partes não estão suficientemente conectadas, informações podem se perder, responsabilidades podem permanecer indefinidas e decisões importantes podem ser adiadas. As consequências podem aparecer na segurança, nos custos, no desempenho dos equipamentos, na preservação das garantias e no valor do patrimônio.Nos condomínios antigos, preservar o patrimônio frequentemente exige mais do que manutenção rotineira.Instalações elétricas e hidráulicas, elevadores, fachadas, impermeabilização, sistemas de prevenção e combate a incêndio, acessibilidade, conectividade, controle de acesso e eficiência energética podem já não responder adequadamente às necessidades atuais.Nesses casos, torna-se necessário discutir diagnóstico, adequação, modernização e retrofit.Retrofit não significa apenas substituir equipamentos ou atualizar a aparência do edifício. Significa rever sistemas e estruturas para que o condomínio continue seguro, funcional, eficiente, valorizado e preparado para novas formas de viver.Essa decisão, porém, costuma encontrar obstáculos técnicos, financeiros e coletivos. É preciso definir prioridades, apresentar diagnósticos confiáveis, organizar investimentos e construir entendimento entre os condôminos antes que a defasagem se transforme em risco, perda patrimonial ou emergência.Uma nova responsabilidade para a sindicaturaQuanto mais complexo é o edifício, maior precisa ser a capacidade de gestão.Elevadores de alta performance, sistemas de prevenção e combate a incêndio, geradores, automação, controle de acesso, fachadas, pressurização, climatização, piscinas, infraestrutura para veículos elétricos e grandes áreas de lazer já fazem parte da realidade de muitos condomínios.A esses elementos somam-se os efeitos da maresia, os eventos climáticos, a proteção de dados, as locações de curta duração, a população flutuante, as garantias construtivas e as expectativas de moradores que adquiriram imóveis de elevado valor.Nos condomínios mais antigos, a sindicatura também precisa conduzir decisões relacionadas ao envelhecimento predial, à obsolescência dos sistemas, às adequações técnicas e ao financiamento de intervenções que nem sempre podem ser adiadas.Nesse contexto, a atuação do síndico vai além da administração das despesas, do cumprimento de rotinas e da mediação de conflitos.O síndico passa a exercer um papel estratégico na proteção do ativo, na prevenção de riscos e na continuidade da operação. Isso exige planejamento, conhecimento técnico, indicadores, orçamento de longo prazo, fornecedores qualificados e responsabilidades claramente definidas.Mas essa responsabilidade não pode ser analisada isoladamente.Síndicos e administradoras recebem documentação, treinamento e informações compatíveis com os sistemas que passarão a administrar? Existem processos claros para acompanhar garantias, manutenções e responsabilidades? Os condomínios antigos possuem diagnósticos e planejamento para suas necessidades de modernização? Os condôminos compreendem o custo real de preservar e atualizar o patrimônio que adquiriram?Essas perguntas não procuram estabelecer culpados. Elas revelam a necessidade de integrar profissionais e organizações que participam de diferentes momentos da vida do empreendimento.A manutenção precisa deixar de ser apenas resposta ao problema e integrar o planejamento. A segurança não pode se limitar à regularidade documental. A tecnologia precisa estar vinculada à governança. O retrofit precisa ser tratado como decisão de preservação patrimonial. E o orçamento deve refletir o custo real de manter o condomínio seguro, funcional e valorizado ao longo do tempo.Um Fórum para provocar as conversas necessáriasO II Fórum Estadual de Gestão Condominial não pretende esgotar, em um único encontro, todos os desafios relacionados ao patrimônio, à engenharia, à segurança e ao futuro dos condomínios.Seu primeiro papel é colocar as perguntas certas na mesa.O encontro pretende aproximar síndicos, administradoras, engenheiros, construtoras, incorporadoras, especialistas e empresas técnicas que, embora façam parte do mesmo ecossistema, muitas vezes analisam os problemas a partir de lugares diferentes.Mais do que uma sequência de exposições técnicas, o Fórum nasce como provocador de debates: um espaço para identificar distâncias, compartilhar experiências, reconhecer responsabilidades e construir uma agenda de continuidade.A questão central não é determinar se a gestão condominial está parada. Ela não está.A questão é compreender como sua evolução pode acompanhar duas transformações simultâneas: a chegada de empreendimentos cada vez mais complexos e a necessidade de modernizar o patrimônio condominial já construído.Uma trilha estadual de conhecimento e conexãoÉ a partir dessa realidade que o II Fórum Estadual de Gestão Condominial inicia uma trilha por Santa Catarina.A primeira etapa será realizada em Itapema, no dia 27 de agosto de 2026, reunindo síndicos, administradoras, engenheiros, construtoras, incorporadoras, especialistas e empresas técnicas.Itapema é o ponto de partida natural dessa discussão. A verticalização, a valorização imobiliária e a complexidade dos novos empreendimentos convivem com condomínios que precisam planejar sua atualização. Essa realidade torna cada vez mais necessária a aproximação entre quem projeta, constrói, entrega, administra, moderniza e preserva esses ativos.A trilha seguirá para Florianópolis, ampliando o debate sobre inovação, sustentabilidade, segurança, retrofit e novas formas de viver nas cidades.Em Joinville, a agenda avançará sobre governança, tecnologia, eficiência operacional, profissionalização e gestão de desempenho.Cada etapa partirá das características da sua região, sem perder o eixo comum: preparar a gestão condominial para receber os novos edifícios, atualizar os condomínios existentes e acompanhar as transformações das cidades catarinenses.As conversas iniciadas em Itapema poderão avançar nas etapas seguintes, formando uma agenda estadual de conhecimento, integração e desenvolvimento da gestão condominial.Das pessoas à proteção e à atualização do patrimônioO II Fórum não abandona o fator humano abordado na primeira edição. Ao contrário: reforça sua importância.Nenhuma tecnologia substitui a capacidade de decidir. Nenhum sistema produz resultado sem operação adequada. Nenhum retrofit acontece sem planejamento, entendimento e responsabilidade. Nenhum patrimônio é preservado sem pessoas preparadas.O primeiro Fórum tratou das pessoas que fazem a gestão.O segundo conecta essas pessoas aos ativos que precisam governar e preservar: tanto os novos empreendimentos, que exigem capacidade crescente de operação, quanto os condomínios antigos, que precisam ser atualizados para permanecer seguros, funcionais e valorizados.Os edifícios evoluíram. Os condomínios existentes continuam envelhecendo. As pessoas, os processos e a gestão também precisam evoluir.O desafio agora é fazer com que essas evoluções caminhem juntas.II Fórum Estadual de Gestão Condominial — Etapa ItapemaData: 27 de agosto de 2026 Horário: das 8h30 às 16h Local: Sede Regional do Sicredi Vale Litoral SC Endereço: Rua 452, nº 81, esquina com a Marginal Oeste — Jardim Praia Mar, Itapema/SC Realização: Academia Síndicos Planning | InspiracomReserve a sua agenda para participar do início dessa trilha estadual.

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