
21 de ago · Samba e Pagode
Samba Dionísio - Temporada 2
Comprar · a partir de R$ 20,00
A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 23,99.
Sobre o evento
Fundação Gregório de Mattos, SECULT Salvador e
Coletivo4 apresentam
Samba Dionísio
Espetáculo musical no Galpão Wilson Melo
O Coletivo4, grupo de teatro com 16 anos de existência, com sede no
Forte do Barbalho desde 2015 – Galpão Wilson Melo – além de desenvolver os seus
próprios trabalhos, também abriga outros coletivos de artistas e técnicos das
artes cênicas, para que possam ter um espaço de pesquisa e desenvolvimento. Trabalhamos
sempre no sentido de formar, produzir, distribuir e produzir memórias
para as artes cênicas.
A existência de um espaço de pesquisa e construção é o que garante o
desenvolvimento do espetáculo e também o desenvolvimento das habilidades dos
artistas. Este processo teve oito meses de duração e contou com a junção de um
elenco profissional e experiente, com aqueles que ainda estão começando. Com as
oficinas do Projeto VIGA, iniciamos os trabalhos de levantamento das cenas em
conjunto com os alunos do projeto, que conseguem ver na prática os passos
necessários para a criação de um espetáculo de teatro, passando por toda a sua
cadeia produtiva e profissionais envolvidos.O espetáculo Samba Dionísio, tem
direção de Fernanda Paquelet e texto dela própria em parceria com Jarbas
Oliver, que também assina a cenografia em conjunto com Alexandre Moreira. A
iluminação é de Luciano Reis e o figurino de Maurício Martins. Os adereços
foram feitos pelos cenógrafos juntamente com Antônio Fábio e Roberto
Montenegro. Este último assina a coreografia e preparação corporal do
espetáculo. Todo o processo é colaborativo e acontece dentro do Galpão Wilson
Melo. Nesta segunda temporada o nosso objetivo é a inclusão, onde faremos
uma apresentação dedicada ao público surdo e outra dedicada ao público cego, ou
com baixa visão.
Sobre o espetáculo:
Quando o espetáculo começa vemos que a Comunidade do Dionísio está muito
feliz, pois o Samba do Dionísio está conseguindo ensaiar para se apresentar
depois de muitos anos parados. Eles ganharam um edital público para renovar
instrumentos e trazer novos músicos para a banda. Quando estão com quase tudo
pronto, um trágico incêndio acaba com os sonhos de todos, pois o Galpão do
Samba Dionísio fica completamente destruído com tudo o que tem dentro. Além de
conviver com a tristeza de ver os sonhos se transformarem em cinzas, outros
dramas acompanham a nossa história.
Neide e Augusto são os protagonistas dessa trama. Amigos de infância
nascidos e criados na Comunidade do Dionísio, que vivem os dilemas delicados da
nossa cultura contemporânea. Neide tem um ex-marido, policial, que não aceita a
separação, e muito menos a sua nova relação com Val, enquanto Augusto não
consegue contar para sua mãe, uma evangélica fundamentalista, que tem um
namorado, e que se apresenta como cantora usando o nome de Alessandra Bismarke.
Para apimentar mais ainda o drama vivido, o novo amor de Neide é um amigo de
infância dela e de seu ex-marido. A mãe de Neide, Kátia, uma baiana de acarajé
evangélica que sabe muito bem diferenciar as coisas, está visivelmente
preocupada com a situação da filha, pois a escalada da violência contra as
mulheres está gritante. O grande ponto de encontro da comunidade é o Bar de
Regis, onde se conversa sobre tudo e onde tudo é respeitado. Régis é a abreviação
de Reginaldo, dono do bar e pai de santo da comunidade, que representa a
resistência dos bairros periféricos onde o bom senso de alguns líderes
conseguem minimizar os impactos da ausência de governos.
A peça passa por todos os problemas que vivemos na atualidade: machismo,
intolerância religiosa, feminicídio, violência policial e homofobia. De forma
estratégica, que só o teatro sabe fazer, o espetáculo coloca o público diante
de si mesmo, fazendo refletir se somos parte do problema ou se somos parte da
solução. Existem muitas culturas que devem ser modificadas no nosso país e o
teatro é um grande aliado nesta missão, pois não existe mudança sem reflexão.
Projeto Pedagógico VIGA:
É notória a
importância da arte no desenvolvimento humano como forma de expressão e, acima
de tudo, como linguagem. A arte trabalha distintas habilidades utilizando
imagens, sons, expressão, corporeidade e ritmo. A falta de convívio cotidiano
com atividades culturais e artísticas restringe a capacidade do indivíduo em reconhecer
estímulos que o leve a ampliar o seu capital cultural e isso resulta
invariavelmente em um obstáculo adicional para o bom desempenho social do
cidadão. A experimentação e a apreciação artística estimulam o pensamento e
ajuda na organização dos passos para o futuro, pois é um excelente exercício de
criação, de planejamento, de execução, de avaliação, de autoconhecimento e de
respeito ao próximo. É grande o número de crianças e jovens que, por
razões diversas, são excluídos das possibilidades de acessar e ter contato com
a arte como alicerce fundante de seu desenvolvimento e isso prejudica o
processo de visibilidade das oportunidades de atuação profissional em diversos
campos.
O VIGA proporciona a
experimentação artística a partir de um foco definido: a criação e a
apresentação de um espetáculo musical de teatro. São as Visualidades, a
Interpretação e a Gestão das Artes. Nas Visualidades temos todas as oficinas
ligadas a estética do espetáculo - cenografia, figurino, adereços e iluminação.
Na Interpretação temos os módulos de teatro, circo, dança e canto. No módulo da
Gestão temos as aulas de produção e administração teatral, bem como a de
coordenação técnica e contra-regragem.
A prática da arte como processo de
formação e descoberta de potencialidades, envolve aspectos ligados à identidade
e a história do indivíduo, estimulando a inovação. O exercício da criatividade
no ambiente de aprendizagem proporciona um diálogo entre a simplicidade e a
complexidade, pelo caráter prático e expositivo das artes. A tensão criativa é
reveladora e abre o pensamento para novos significados e novas aprendizagens.
Dois aspectos importantes devem ser considerados como pontos fundantes dentro
da prática de uma metodologia artística. A primeira delas é o caráter
libertador das artes, pois fornece novas ferramentas de expressão, e com isso,
novos caminhos. O que motiva um artista a criar, é também parte da motivação
que o público tem em assistir: a compreensão de nós mesmos, das nossas emoções,
das relações entre as pessoas, e o nosso lugar na natureza. As ciências e
outras formas de investigação não foram bem sucedidas ao lançar mão sobre esses
assuntos, e por isso potencializar as artes pode ser a ferramenta que falta
para chegar a lugares novos de entendimento sobre a formação e sobre a
aprendizagem.
Ficha Técnica:
Texto – Fernanda Paquelet e Jarbas Oliver
Direção – Fernanda Paquelet
Consultoria Dramatúrgica - Gildon Oliveira
Técnica Vocal – Maestro Angelo Rafael
Diretor Musical – Saulo Viana
Músicos: José Alexandre (violão e guitarra), Lucas Diniz (baixo), Saulo
Viana (bateria e percussão)
Cenografia – Alexandre Moreira e Jarbas Oliver
Coreografia e Preparação Corporal – Roberto Montenegro
Iluminação – Luciano Reis
Figurino – Maurício Martins
Assistente de Figurino – Teresinha Leite e Widoto Áquila
Adereços – Alexandre Moreira, Jarbas Oliver, Roberto Montenegro e
Antônio Fábio
Produção – Coletivo4
Elenco Coletivo4:
Alexandre Moreira
Fernanda Paquelet
Jarbas Oliver
Elenco Convidado:
Christopher Anderson
Nanda Lisboa
Maurício Oliveira
Taise Paimn
Sàngótunbí Omo To Lá
Participação Especial em Off:
Oswaldo Mil como locutor da Rádio Comunitária Dionísio AM/FM
Elenco:
Alexsandro Rios
Cátia Girassol
Fernanda Jacinto
Kayque Santtana
Maria Clara Sales
Matarazzo
Henrique Souza
Micheli Daiana
Teresinha Leite
Equipe de Comunicação:
Coletivo4 – Assessoria de Comunicação
Samuel – Designer
Paulo Telles – Fotografia
Serviço:
Local: Galpão Wilson Melo – Forte do Barbalho.
06 e 07/08 - 19h Apresentação para escolas com debate ao término do
espetáculo - Gratuito
12/08 - 19h Apresentação com libras - Gratuito
19/08 - 19h Apresentação com áudiodescrição - Gratuito
20, 21, 22, 27, 28 e 29/08 - 19h Apresentações abertas ao público -
Venda pela Sympla
Ingressos:
40,00 inteira e 20,00 meia







