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03 de out · Teatro

Solidão no Fundo da Agulha

Comprar · a partir de R$ 40,00

A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 44,00.

Sobre o evento

Aos 90 anos, completados em julho, Ignácio de Loyola Brandão volta ao palco com a filha, a cantora e atriz Rita Gullo. Nos dias 3 e 10 de outubro, sábado, às 16h, os dois apresentam o espetáculo literomusical Solidão no Fundo da Agulha no ºAndar, espaço cultural localizado em Santa Cecília, na região central de São Paulo. Eles serão acompanhados pelo violonista Webster Santos.Com aproximadamente 60 minutos de duração, o espetáculo parte das memórias afetivas e profissionais de Loyola. O próprio escritor narra episódios da infância em Araraquara, da chegada a São Paulo, do trabalho como jornalista, das viagens e da trajetória literária iniciada há mais de seis décadas. As histórias são costuradas por canções interpretadas por Rita e escolhidas pela relação com cada passagem.O repertório atravessa diferentes épocas, países e idiomas. Estão presentes músicas como Amado Mio, de Doris Fisher e Allan Roberts; Mensagem, de Aldo Cabral e Cícero Nunes; e Valsinha, de Chico Buarque e Vinicius de Moraes.“Eu continuo contando porque sempre aparece uma história que tinha ficado escondida. E, quando a Rita canta, a memória ganha outro caminho. Dividir o palco com minha filha é uma alegria”, afirma Ignácio de Loyola Brandão.Criado em 2013, Solidão no Fundo da Agulha nasceu do livro homônimo, que reuniu textos de Loyola, fotografias de Paulo Melo Jr. e um CD com as canções interpretadas por Rita. Desde então, o espetáculo passou por teatros, unidades do Sesc, bibliotecas e festas literárias em diferentes cidades brasileiras. Também foi apresentado no encontro literário Correntes d’Escritas, em Póvoa de Varzim, Portugal, e a bordo do navio Costa Fascinosa.“Mesmo depois de tantas apresentações, continuo me emocionando e me divertindo a cada vez. Aos 90 anos, meu pai continua com a mesma vontade de contar, observar e transformar a vida em literatura. Cada apresentação é diferente, porque a memória também muda e encontra novos sentidos quando é compartilhada”, afirma Rita Gullo.Autor de 59 livros, entre eles Zero, Não Verás País Nenhum e O Menino que Vendia Palavras, Ignácio de Loyola Brandão pertence às academias Paulista e Brasileira de Letras. Em 2016, recebeu o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto da obra e, em 2019, tomou posse na cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras.

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