
03 de nov · Cultura
Trabalho sexual em movimento: territórios, mercados, regulações e disputas por direitos
Comprar · R$ 300,00
A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 330,00.
Sobre o evento
Último curso livre sobre trabalho sexual
Depois de anos de pesquisa, ensino e diálogo com trabalhadoras sexuais, esta será a última edição do meu curso livre sobre trabalho sexual.
Ao longo de cinco encontros, vamos discutir as relações entre trabalho sexual, gênero, raça, classe, sexualidade, território, mercados, regulação, movimentos sociais e plataformas digitais.
O curso parte de uma abordagem crítica e interdisciplinar, sem moralismos e sem reduzir o trabalho sexual às categorias de vítima, escolha ou exploração. Vamos analisar diferentes experiências, disputas políticas e transformações nas formas de organização do trabalho sexual.
Informações
5 aulas síncronas pelo Google Meet
Encontros nos dias 03/11, 10/11, 17/11, 24/11 e 01/12
Horário: às 19h
Duração: 1h30 por aula
Gravações disponíveis durante 60 dias
Bibliografia disponibilizada em pasta exclusiva
Investimento: R$ 300,00
Apenas 60 vagas
Aula 1 — Como nomear o trabalho sexual?
Vamos discutir as categorias “prostituição”, “trabalho sexual”, “acompanhamento”, “produção de conteúdo” e outras formas de nomear atividades relacionadas ao sexo comercial.
A aula aborda como diferentes discursos produzem noções de vítima, agente, trabalhadora, exploração e escolha. Também discutiremos como gênero, raça e classe atravessam as experiências e as formas de reconhecimento do trabalho sexual.
Aula 2 — Escravidão, abolição e trabalho livre
A partir dos discursos médicos, policiais e sociais produzidos no Brasil, analisaremos as relações entre prostituição, escravidão, raça, pobreza, sexualidade e trabalho livre.
A aula discutirá a chamada “escravidão branca”, a circulação de mulheres, as classificações médicas da prostituição e as permanências das desigualdades raciais e de gênero na produção das imagens sobre as prostitutas.
Aula 3 — Território, trabalho e regulação
Ruas, zonas, bares, casas, hotéis e pousadas são também espaços de trabalho, circulação, negociação, proteção e controle.
Nesta aula, discutiremos o território como infraestrutura do trabalho sexual, tomando como referência o caso do Itatinga e as relações entre trabalhadoras, clientes, comerciantes, moradores e intermediários. Também abordaremos o artigo 229 do Código Penal e as ambiguidades entre intermediação, organização, proteção e exploração.
Aula 4 — Feminismos, movimentos sociais e disputas por direitos
A aula apresenta as disputas políticas em torno da prostituição e do trabalho sexual, incluindo as chamadas Sex Wars, os debates sobre prazer, perigo e consentimento e a emergência da categoria “sex work”.
Também discutiremos a organização política das trabalhadoras sexuais no Brasil, as contribuições de Gabriela Leite, as perspectivas abolicionistas e pró-direitos, os debates sobre tráfico de pessoas e exploração sexual e as tensões entre proteção, tutela, autonomia e direitos.
Aula 5 — Da rua às plataformas: mudanças recentes no trabalho sexual
A última aula aborda as transformações provocadas pela pandemia e pela expansão das plataformas digitais.
Vamos discutir a relação entre circuitos presenciais e digitais, o trabalho em plataformas de camming, sites de anúncios e plataformas de assinatura e venda de conteúdo. Também analisaremos a expansão das tarefas, o trabalho de visibilidade, a segurança, os algoritmos, os bloqueios, os vazamentos, a transferência de riscos e a privatização da regulação.
A aula retoma uma das principais conclusões da pesquisa: o trabalho sexual mudou de forma, mas continua atravessado por desigualdades, disputas, precariedades e estratégias de autonomia.







