
08 de out · Cultura
àṣẹ nas encruzilhadas: direção, design e o que fazer com um mundo em chamas
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A compra acontece no site da Sympla. Com taxa, a partir de R$ 165,00.
Sobre o evento
O terceiro encontro público da série ìdòwú - e último encontro de 2026 - aporta no Rio de Janeiro: o filósofo Báyò Akómoláfé e o escritor Luiz Rufino se encontram para refletir sobre a epistemologia das encruzilhadas.O evento acontece em 08 de outubro, 19h, na Acaso Cultural, no bairro de Botafogo.Iniciado em abril, o percurso ìdòwú caminha pelas histórias da travessia transatlântica de Èṣù. Viajando junto dos navios de escravizados da Nigéria ao Brasil, ele se transforma em Exu, a força que embaralha soluções binárias e perturba os nomes, as categorias, as métricas que tentam civilizar as crises que operam no mundo. Em julho houve o segundo encontro do ciclo, ginga: o corpo cativo e a ginga do mundo, e o corpo concentrou o espaço de conversa sob um convite para dançar com as temporalidades, girar as tentativas de posicionamento e se mover para além das fronteiras temporais enrijecidas pelo medo, pelas notícias, pelas guerras constantes e por tantos sinais de alarme. Agora, em outubro, é a partir das encruzilhadas que nos encontramos; nas contradições, nas direções indefinidas e certeiras, nos fechamentos que abrem e nos caminhos que fecham.O encontro abre frestas para (in)compreender a encruzilhada como tecnologia de sabedorias cotidianas que une vidas, que percorre os caminhos diários, que protagoniza, sem centralizações, quem anda pelo Brasil. Como Luiz Rufino diz: a pedagogia das encruzilhadas surge como projeto político, poético e ético. A encruzilhada enquanto prática de vida tensiona e desestabiliza aquilo que a colonialidade buscou enrijecer; encruzilhada é campo de inacabamentos, de imprevisibilidades, de caos, de vazio deixado. Enquanto a violência colonial opera a partir da tentativa de extermínio de tudo aquilo que é poli, Exu não extermina: Exu devora; a boca que tudo come devora o que está em movimento e o devolve alterado, ainda mais em ebulição, onde a limpidez e o ruído não são campos divergentes, mas, sim, colidem e expandem.
E é a partir da compreensão da encruzilhada como cruzamento de linguagens, onde tudo acontece, que o evento conta com a participação e performance de Muato, multiartista carioca cuja trajetória transita entre música, teatro e performance. Seja em silêncio sob o pé da gameleira, seja na perturbação da contagem dos tempos, ìdòwú é um percurso que existe porque outros ritmos estão pulsando, interligando-nos em uma linguagem atemporal. O Brasil, lugar em que o burlador da ordem aprendeu novos nomes sem esquecer os antigos, é onde ìdòwú aterrou como Doum e os movimentos cosmopoéticos mais uma vez fazem uma pergunta tão especulativa que próprio ato de perguntar transforma quem o faz.Àṣẹ.8 de Outubro de 2026, quinta-feira, às 19h. LOCAL: Sala Acaso - Centro Cultural Acaso Cultural Rua Vicente de Sousa, 16 - Botafogo, Rio de Janeiro - RJ, 22251-070----INGRESSOS · FAIXAS DE CONTRIBUIÇÃOTrabalhamos com quatro faixas para que muitas presenças, trajetórias e realidades estejam na sala. A experiência é a mesma para todo mundo; o que muda é o quanto cada pessoa pode sustentar a presença das outras. Quem contribui com um valor maior abre espaço para quem, neste momento, não poderia estar aqui.APOIADO (contribuição da comunidade) — R$ 0 A contribuição das 3 faixas abaixo, permite a ampliação do acesso gratuito, para além das Bolsas integrais disponibilizadas. ACOLHIDO — R$ 150Para quem quer muito estar presente e, neste momento, precisa de um valor mais baixo.SUSTENTADOR — R$ 200Nosso valor de referência, que sustenta a realização da palestra e a presença de muitas trajetórias diferentes na sala.ABUNDANTE — R$ 350Para quem pode contribuir mais e deseja garantir a presença de quem não poderia pagar. Cada ingresso Abundante nos ajuda a abrir novas vagas de bolsa integral e valor apoiado.REALIZAÇÃOInstituto Toriba, em parceria com Dancing With Mountains e Acaso Cultural






